segunda-feira, setembro 12, 2005

o que somos



Uma loja de taparueres mas com toda a espécie de coisas incluídas. Na pratica, a importação das lojas dos chineses para o mundo virtual. E garanto, em qualquer loja dos chineses é possivel encontrar DE TUDO!


sexta-feira, setembro 02, 2005

Saga dos puns, parte II

Melhor do que dar puns em frente a alguém amigo é conseguir dar puns e arrotar ao mesmo tempo. Eu tenho uma amiga que consegue fazer isto... ooh yeaaahh... (invejem-me!!)

quinta-feira, setembro 01, 2005

Já são 3h30?

1001 razões para nos dedicar à agricultura:

Ele: Não sabes? A beterraba rende imenso, é uma das produções que rende mais em portugal!

Ela: Talvez, mas eu sempre pensei que a fruta é que estava a dar.

Ele: Não, nada disso! A vinha, experimenta plantar vinhas, vais ganhar uma "batulada" de dinheiro.

Ela:Epá, mas isso vai demorar imenso, preciso de conseguir um investimento que me renda algum dinheiro muito em breve.

Ele: Hum, já experimentaste vender droga?

Ela: hum hum...

Ele:Contrabando? Vender telemóveis?

Ela: hum hum

Ele: Chula?

Ela: hum...talvez resultasse...

Ele: Experimenta rapazinhos novos.

Ela: Isso ia dar algum tempo na prisão não achas?

Ele: Experimenta vender lápis de cera na feira.

Ela: Desculpa?

Ele: Resultou com a minha irmã.

Passado duas horas... E depois de 7 cervejas:

Ele: Não sabes? A beterraba rende imenso, é uma das produções que rende mais em portugal!

Ela: Talvez mas eu sempre pensei que a fruta é que tava a dar...

São tão boas as férias de verão, ah essas tardes.... ;)

dois apontamentos para o hoje:

Primeiro: uma pessoa sabe que está mentalmente afectada quando sonha que está a levar com bolas de gelado nas fuças e uma músiquinha tétrica está a tocar por trás;

Segundo: Desconfio que as almofadas cervicais são o maior engano do século XXI.

Tenho dito.

terça-feira, agosto 30, 2005

Pergunta do dia:

A tua vida serve-te? É o teu número ou está-te larga ou apertada?

É porque eu não me lembro de ter provado a minha antes de ter ficado com ela. Bolas. "Provador de vidas - É proibido levar mais do que 3 vidas de cada vez para o provador".

segunda-feira, agosto 29, 2005

Este é o meu novo vício






taparuere got their Neopet at http://www.neopets.com




Vão por mim, vale a pena. A todos os que se registarem, criarem neopets e isso tudo, estejam á vontade para perguntarem o que quiserem, por aqui ou por lá.



sexta-feira, agosto 26, 2005

Segunda tentativa:

Divagações.

Olhava em frente, fixa num qualquer ponto indeterminado. Cliché, não, não é isto que quero. Mas é mais facil assim, esperem só um bocadinho.

(respiro fundo)


A cabeça inclinada sobre um guardanapo de papel onde escrevia fervorosamente. (Fervorosamente... existe? É assim? Palavra feia). A imperial à sua frente ia morrendo, lentamente. A caneta seguia o seu caminho, determinada (gosto!) num papel demasiado fininho para o fervor. Fininho e pequeno, acabou-se. Dobrou-o em quatro depois de ter posto a tampa na caneta e meteu-o no bolso. Agarrou a imperial mas não lhe sentiu o fresco e olhou longamente em volta. A esplanada cheia, entardeceres de verão. (Está a melhorar, mas agora estou a fugir do assunto que me interessa. argh.)

As pessoas em seu redor, estava demasiado longe das suas gentes para ter ali alguém conhecido. E no entanto os rostos não lhe eram estranhos, as vestes, os estilos. Os gestos. As pessoas, na procura da unicidade individual (sim, gosto de redundâncias) será que nos damos conta de que somos mesmo todos iguais? Quer dizer, uma esplanada num entardecer de verão tem rostos parecidos em vestes iguais com gestos repetidos. (Ok, não era por aqui que eu queria ir, não era nada disto que eu queria dizer. Ainda se dá a volta, esperem lá).

De facto as pessoas agarram-se às convicções que criam e mais nada. O papel ficou guardado, duas frases que ressoam: "Em matéria religiosa, não acredita quem quer, acredita quem pode"; "Cria uma reputação confortável e mantém-te nela".

Há coisas que fazem tanto sentido que de repente não fazem sentido nenhum. São daquelas coisas que se acredita mas de que se duvida. Por vontade de duvidar, por necessidade de acreditar.

Pede a conta e paga, a mala ao ombro e a chave do carro na mão. É hora de mudar de poiso, mudar de esplanada. Para outra qualquer igual a esta.

(Não era bem isto não... paciência!)

Divagações

Deixa cá ver se eu consigo fazer isto bem feito:

Não, não consigo.

quarta-feira, agosto 24, 2005

ola ola

voltei voltei. xeia de xodades destas coisas bloguisticas e isso tudo mas o estupor do meu vizinho fez qualquer coisa esquisita à net por wireless e agora eu, tadinha, pobrezinha, coitadinha, de mim num consigue entrar!!! pois, ele é mau, afinal eu tenho todo o direito do mundo a entrar na net dele pá!!!
bom, assim que acertar contas com ele lembrem-me de vos falar de: gambozinos, algarve, retretes, puns (nova saga) e era mais outra coisa que agora num ma lembra.

vou ali à porta do lado, volto quando tiver a quesília resolvida (ou resolta??? hum...)

terça-feira, agosto 16, 2005

Está alguém desse lado do Taparuere?

Mas será que foi tudo férias??!!

Nem a organizadora dessas belas matinés com direito a cházinho e conversas de bebés e maridos enquanto se vendem e compram caixinhas de plástico estrangeiradas diz nada?

Ok, talvez porque a descrição não se adapte à nossa Taparuere, que a esta hora deve andar a banhos lá pelos Algarves acompanhada dos amigos do costume:

















Vícios à parte, mas será que não ficou ninguém desse lado do Taparuere?
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Quero ver essas mãos no ar, vá...! ;)
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Estão mesmo com as mãos no ar?

Deixem-se lá de figuras tristes em frente ao computador, que ainda alguém vos vê assim!!

Uma pessoa já não pode brincar!! O que nós queremos mesmo são comentários, por isso toca a contar como estão a correr essas férias!

quarta-feira, agosto 03, 2005

Ah e tal...odeio o mês de Agosto lol

Bom, aqui estou eu mais uma vez. Voltei. E daí talvez não...é só por alguns dias.
De qualquer maneira não poderia deixar de exprimir-me neste blog intemporal...
Aprendi diversas coisas nestas últimas 4semanas, uma delas é que para quem se digire ao Algarve, tenha cuidado, os ventos estão por ordem dos 140kms hr e é extremamente desagradável andar pela praia à medida que se está a ser açoitado frequentemente pelos kilos de areia que têm como desejo primordial nos massacrar e provocar lesões irremediáveis.
Outra delas é que apesar de todo o ódio de estimação que os portugueses têm à Espanha há que admitir, quanto mais não seja baseando-nos nas estatísticas, que cada vez mais os nossos hermanos exercem uma cada vez maior atracção. Falando está claro em coisas como gasolina a preços mais baixos, monumentos em condições, turismo do mais organizado entre outras particulariedades que me escapam no momento hehehe. Adoro Espanha! Olé! ;)
Também me apercebi que os homens mais uma vez, não fosse este mais um verão de bacuradas, têm novas ditas frases de engate. Qual é a mulher que não gosta de um piropo de vez em quando? Bom, eu adoro os dos algarvios, são sempre tão complicados de entender que só nos resta sorrir perante a confusão... ALLÈ Algarve!!!
Os homens lisboetas destacam-se na noite algarvia. Nunca reparei em tal coisa antes, por isso algo de novo surgiu nas vidas destes que os fez mudar. O que é verdade é que tanto se falou no metrossexualismo (passo a expressão) que me parece que agora faz parte da moda. Óh moda! Como é possível homens que são lindissim0s com uma simples t-shirt branca e umas calças de ganga surradas, se transformem em coisas brillantes e completamente desprovidas de interesse? Desde quando um homem se vira para uma mulher, depois de uma noite repleta de trocas de olhares e palavras escaldantes, e diz algo como: Aí não, p´ra praia não porque vou estragar a pedicure???!!!! DEUS como foi que os transformaste desta maneira? Fiquei absolutamente estarrecida quando presenciei tal acto de...de....nem sei bem o quê! Onde está o verdadeiro macho latino que carregava as suas mulheres ao colo e não se importava de ir ao banho em boxers!Isto é deveras doloroso!!! ....
Outra coisa a assianalar seriam a quantidade de túnicas indianas que se veem este ano, como são vestimentas ainda com algum digamos brilhantismo não são faceis de ignorar. Este verão está cheio delas, túnicas com cores exuberantes, com missangas, com mil uma coisas, mas no fim de contas túnicas. Provavelmente já repararam, elas estão por toda a parte, penso eu que nunca uma moda foi tão desejada. Depois de um Inverno com bolsas à cintura, desculpem a ignorância eu sei que essas também tem um nome, enveredámos por esta nova linha que até é bastante agradável mas que já cansa...muito mesmo. Para vocês que ainda não se dirigiram às praias portuguesas preparem-se, elas andam aí!
Tenho mil e uma coisas para assinalar, mas a vontade de ir beber um café e fumar um cigarro suplanta qualquer boa intenção de partilhar ;)
Só me resta dizer que este ano fiz parte de uma fila enorme de estrangeiros nos correios de Portimão, isto tudo para enviar um postal, postal esse que não deve ter chegado ao destino, já que foi ignorado.
Passar bem amigos, as férias continuam!

Quem somos.

Carro rodando na auto-estrada, três amigos.

"Ainda agora puseste gasolina e já 'tá outra vez na reserva!"
"Pois tá, mas agora tá menos na reserva do que o que tava à bocado".

Toca uma música, mistura de sons clássicos com rock. "Gosto deste tipo de música, esta misturada que não se sabe bem definir".

Passamos por um placard na estrada, anúncio a qualquer coisa... "Adapta-te a ti mesmo".

É isto que somos minha gente, remediados à tangente, misturas por definir, únicos massificadamente ou uma massa unificada.

segunda-feira, agosto 01, 2005

Filosofia ou teoria dos puns.

Sim, "puns" de ventosidade sonora expelida pelo ânus. É mesmo isso que estão a pensar. Ora bem, há vários tipos de puns, como é do conhecimento de todo aquele que tenha os intestinos funcionais. Há os ditos puns, que encontram o sentido nominal do barulho com que se fazem sair; há as bufas, que saem à traição, sem se fazerem ouvir mas fazendo-se sentir com muita intensidade a nivel olfactivo... há os que "saem com molho", expressão que não tentar explicar, há as cadeias de puns que se assemelham a uma metralhadora... bom, há alguns tipos de ventosidades expelidas pelo ânus mas este post não tem como objectivo analisar as suas variantes. Tem sim como objectivo analisar as relações humanas baseando-se para isso nos puns.

As bufas, porque são dadas à traição, não nos interessam para o caso. O expelidor desta ventosidade pode passar facilmente incólume. Assim, sem assumir as suas consequências, este acto não tem a dignidade dos sonoros puns. São estes os que nos interessam.

Tenho cá para mim uma teoria definida de que, quando há amizade real e forte entre duas pessoas, esta amizade é demostrada através dos puns. Ninguém dá puns sonoros ao pé de quem não conhece bem, ao pé de quem não confia ou ao pé de quem não gosta. Mas suponho que há muita gente que, à minha semelhança, se está com um grupo de amigos chegados e lá aparece aquela vontade, avisa "pessoal, ai vem a minha demonstração de carinho e amizade!" Puufff.

A sério, acredito que para os mais sensíveis e nojentinhos isto possa soar um bocadinho estranho... Mas pensem um pouco sobre o assunto. O sítio oficialmente definido para expelir as ventosidades anais é a casa-de-banho. Tudo bem, ninguém diz que não. Mas... e as casas de banho públicas? Quem, de perfeito juízo e perfeitas condições musculares anais, tem àvontade suficiente para expelir uma ventosidade sonora numa casa de banho pública sabendo que há gente desconhecida no mesmo espaço e que estas casas de banho não são de todo isolantes de som? Pois é. Mas está-se no sítio certo. Mas tem-se gente desconhecida à volta que rapidamente se dá conta do sucedido.

Assim, os puns são algo que só se partilha com as pessoas com quem mais temos confiança. Acima de tudo é uma questão de confiança. De cumplicidade mútua. Da próxima vez que alguém der um pum ao pé de vocês, alegrem-se porque a partir desse dia está provada a vossa intimidade, confiança, amizade e verdadeiro carinho. E as duas partes sabem-no.

sábado, julho 30, 2005

Baboseiras ou demasiado tempo livre para pensar em coisas estranhas.

Tenho cá para mim bem definido, uma daquelas convicções que se ganham ao longo da vida e se fica agarrados a ela, que, apesar do equilíbrio natural da natureza (isto é redundante? devido ao progresso não creio que seja tão redundante como isso...) o mundo funciona perfeitamente em harmonia. Assim, há os predadores e os "predados", as grandes árvores e as trepadeiras que se alimentam delas, o ar, o vento, o fogo e a terra. Tudo se encaixa, encadeia em perfeita harmonia num equilíbrio tão bem pensado que é desde os primórdios atribuído a entidades superiores. Antes de o ser humano perceber os factores desse encadeamento e ficar maravilhado na sua ignorância até que os foi descobrindo e ficar maravilhado com a sua genialidade.

Ora pois, a minha convicção, aquela ali de cima, da primeira frase e que por grandes artes de suspense e mistério ficou em stand-by graças à magnifitude da minha escrita (*cof cof*), a minha convicção, dizia eu, é que há um pequeno pormenor que nos transformou em capitalistas, a nós humanidade. E esse pormenor, just a detail, é o facto de o mar ser salgado. Se o mar fosse "ensonso", isto é, se toda a água do mundo não tivesse sal, haveria um mundo próspero, rico e fértil para todos os seres vivos. Dessalinizar a água é um processo que sai caro e, se não fosse isso, todas as terras poderiam ser mais ou menos férteis, claro está, variando as culturas nelas implementadas, mas não haveria fome no mundo.

Esta é uma daquelas convicções a que se chega numa noite de bebedeira e tal. Ora, noutra noite de bebedeira e tal foi engraçado. Ora note-se, toda a gente sabe que a camada de Ozono está a ser destruída, o clima está a mudar a pouco e pouco e essas coisas todas. "Aquecimento global" é a expressão de ordem. Grandes blocos de gelo a derreter e a aumentar o nível de águas dos oceanos. Há primeira vista isto é devastador e essas coisas todas... E talvez se venha mesmo a dar um desastre climatérico enorme, algum tempo com monstruosas tempestades, gelo por todo o lado, o mundo transfigurado numa segunda era do gelo. Como quando os dinossauros se extinguiram.

Agora imaginem que, o gelo derrete mesmo, junta-se com a água salgada e a salinização existente reduz-se drásticamente. Ficava o pormenor resolvido...

Quando se deu a revolução industrial foi a primeira vez na história da humanidade que teria sido possível acabar com a fome no mundo, conseguir um equilíbrio em todas as civilizações. O que aí vem pode muito bem ser a nossa segunda hipótese de conseguir um mundo perfeito. Ou pelo menos mais perfeito.

Claro que, um desastre natural destas dimensões acarrataria centenas de milhares de mortos... Mas haveria um renascer posterior onde isto poderia ser possível. Não sei, para os religiosos, talvez uma segunda arca de Noé aportando a hipótese de um paraíso no mundo.

quarta-feira, julho 27, 2005

Apelo de participação:

Colegas, companheiros, amigos, palhaços, leitores, bloguistas e blogantes... mundo inteiro que me lê, estou com uma dúvida existencial que me consome, corrói, destrói por dentro e por fora. Ok, estou a exagerar mas queria muito muito MUITO a vossa opinião.

O assunto é este: Numa entrevista, como deve ser feita a passagem para o papel? É suposto transcrever as coisas como foram ditas, ou posso "compôr" a mensagem?

No caso de o entrevistado entrar em incoerências, dizer coisas politicamente incorrectas ou que poderiam causar polémica, é suposto o jornalista "aligeirar" a coisa? E quando ele responde uma coisa numa pergunta e depois está a responder outra coisa mais ou menos parecida mas que não é a mesma coisa, é suposto o jornalista manter o que acha que ele quer dizer ou mostrar a incoêrencia?

Se um entrevistado tem dificuldades expressivas, deve o jornalista fazer passar a mensagem como o entrevistado quer ou manter-se fiel ao que foi dito? Ou seja, o jornalista deve escrever o que o entrevistado quer dizer ou o que ele disse?

Ou seja, imagine-se que alguém compra assim uma coisa grande numa terra pequena, grita aos quatro ventos que vai investir aí e tal, que aquilo é bom para dinamizar a terra pequena e isso tudo e, às tantas, diz que em termos de obras de recuperação vai "fazer o mínimo possível até porque é suposto o imóvel adquirido manter o cariz original". A frase é deste tipo, deve o jornalista transcrevê-la exactamente assim ou passar para o papel que "as obras de recuperação vão tentar manter o cariz original"? Note-se que a cena do "minimo possivel" ainda faz alguma diferença... este é só um exemplo prático. Comentem, discutam, divaguem... acendam-me algumas luzes!

Há dias assim!..

Estas mudanças de tempo... bruscas... assim... eu até gosto dos dias fora de tempo, dias de sol no inverno (quem não gosta?) e dias acinzentados no verão... mas hoje... até tou azuada. E depois não se faz nada decentemente. Azuada, isto é termo alentejano, não é?

Bom, tou "workando", trying... (xkulpe lá chefinha!) e vou continuar. O que vale é que, pelos vistos isto aqui é geral... e o big boss estar de férias! ;)

segunda-feira, julho 25, 2005

Continuação dos posts sérios

Não foi a pedido de várias famílias, nem precisava. Egocêntrica e convencida como sou, com a mania que a minha opinião vale alguma coisa mas sabendo que "vale o que vale!" (amo esta expressão), bastou um pedido para sairmos da saga pseudo-humorada "Era uma vez" para entrarmos numa saga pseudo-séria, existencialista, tentando distinguir os contornos na névoa do fanatismo. (Bonito ehm?)

A discussão do post anterior a este foi feito via msn com dois amigos. Primeiro começou sério, depois claro, descambou para os lados sexuais da coisa, desta e de outras. Não, este post vai reflectir sobre o lado sério e não sobre o lado sexual, ainda que isso me custe perder uns quantos leitores.

Motivos. Ah, os motivos. Económicos, petrolíferos (que é exactamente a mesma coisa neste campo), anti-colonialismo. Religiosos. Os palpites são vários. Desconfio (e esta é a vossa deixa prezados leitores, confirmem-me ou desmintam-me) que a maior parte das pessoas pouco hesita antes de apontar o factor económico como o mais pesado.

Até pode ser, quem sou eu para dizer que não? Afinal não faço parte não estou mais inteirada do que os comuns mortais normais, europeus a quem o fanatismo pouco diz a menos que se trate de futebol. Mas mesmo assim, não consigo concordar plenamente. Não me parece muito coerente que o senhor Bin Laden, filho até de boas famílias lá no meio segundo li agures, com estudos e com inteligência (esta última duvido que alguém negue) ande por aí a dormir em grutas, refugiado com os animais, fugido do conforto do mundo "civilizado" ou "mais ou menos civilizado" no caso da sociedade dele, por guito. Não me parece. Seria-lhe muito mais fácil ir para os EUA e tornar-se estratega militar. Futuro garantido, digo eu.

Acho, desconfio, suspeito é que, pelas diferenças culturais que nos são naturalmente impostas, o europeu burguês de classe média com dois ou três televisores por casa e aspirando ao porche, não consegue conceber que há coisas que não se fazem por dinheiro. Só isso. Acho que para nós é muito mais fácil e confortável imaginá-lo "igual a nós". Mais fácil e natural, já que tendemos a analisar tudo segundo o que somos e onde vivemos. Confortável porque é menos assustador pensar nele como mais um ganancioso do que como fanático religioso. Á primeira vista a falta de escrúpulos será igual, mas só à primeira vista do observador desatento. È que no fanatismo religioso há escrúpulos sim. Só que são de matar mais, ter mais impacto, etc etc etc. Enquanto que o ganancioso fica feliz quando consegue bué da guito, o fanático religioso é mais ambicioso. E o primeiro tem medos, tem medo de perder o que já conseguiu. O segundo nada teme. Nada mesmo.

Enfim, é só uma opinião que "vale o que vale". (Já disse que amo esta expressão? É, amo mesmo).

domingo, julho 24, 2005

Um post sério.

Sobre o terrorismo. A razão é óbvia. Estava para aqui a pensar nas coisas todas que andam por aí a acontecer, na nova "3a guerra mundial", muito mais complicada porque os "maus" (na nossa perspectiva) não estão delimitados a um espaço geográfico que possa ser bombardeado. Andam por aí, no meio de "nós" e aproveitam-se exactamente do progresso conquistado pelos países "desenvolvidos". A estratégia deles é boa, é inegável. São uns tipos espertos, bastante, o que nos dificulta a "coisa".

Os resultados praticos disto tudo, além da óbvia condenação moral... não sei mas desconfio que ainda vão mudar os valores católicos, base da sociedade que atacam em geral. Porquê? Porque a Europa e a América não se vão render moralmente, está visto. Há uns mortos, há protestos silenciosos, a vida continua porque "não nos podemos deixar atemorizar". E a pouco e pouco, quem sabe, talvez toda a nossa civilização deixe de pensar tanto no amanhã, desconfiando da ameaça que paira sobre todas as cabeças e aprenda a viver assim. Dando valor ao hoje e ao agora, despreendendo-se mais dos planos e afins.

Pode ser, e é sem dúvida, horrível, dramático e essas coisas todas mas é também "interessante" do ponto de vista histórico e sociológico. Afinal a História faz-se todos os dias.

sábado, julho 23, 2005

Reflexões sob um ar condicionado

1º aviso: "sob" é diferente de "sobre". Se por acaso aqui entrou em busca de informações, preços comparativos ou as várias características de algumas marcas de ar condicionado para saber qual a melhor oferta preço/qualidade ou qual a solução que melhor se adequa à sua situação económica, geográfica e familiar, entrou enganado. Entrou enganado mas pode-se deixar ficar. A gente não leva a mal se ficar. Mas agora tem é que se esquecer momentâneamente do ar condicionado e pensar em assuntos mais filosóficos, mais profundos... é que vamos entrar directamente nas grandes questões existencialistas da vida humana. E ainda que nesta altura do ano um ar condicionado ajude a manter a linha de racíocinio, ele possibilita o acto de pensar em si mas a sua importância não lhe advém por ser o "objecto pensado". Ao reler esta frase dou-me conta que o tenho que pôr mais forte porque duvido que me tenha feito entender. Enfim, como não é o assunto fulcral não me vou deter neste ponto.

Ora bem, ar condicionados à parte (céus, tanta coisa só por causa dum título! É por estas e por outras que eu não gosto deles.) vamos lá entrar nas questões existencialistas: Ontem fui ao teatro. Ver? "Confissões de mulheres de 30". Se a peça é boa ou má convido todo o caro leitor a ir vê-la e a decidir sozinho, também não é sobre a peça em si que este post se destina.

Ora reparem, a peça falava de uma suposta "crise dos 3o", a idade do "agora ou nunca", as coisas que se passam, a última oportunidade para decidir o caminho que se quer seguir. Porque "se aos 20 achamos que a vida é uma boleia, aos 30 percebemos que temos que traçar o nosso caminho definitivo". Não tenho a certeza se a frase era exactamente assim mas era do género.

Ora bem, ora bem. A infância é gira e tal, é divertida, é engraçada. Tudo bem, a infância. Mas a infância não nos dá lá muita autonomia nem hipótese de racíocionio, enfim. A infância é engraçada mas não é a idade das certezas, conhecimento nem da realização. Depois vêm a adolescência. Céus, a idade do armário, as crises, as emoções, os 50 mil livros de ajuda aos pais para ajudarem os filhotes a passar essa dificil fase de borbulhas no rosto. Depois vem a idade dos 20, aquela em que já queremos ter toda a autonomia do mundo mas só temos alguma. A idade de arranjar trabalho e não conseguir. A idade de se ser explorado e mal tratado a nível profissional, o estagiário que anda a servir cafés e a bajular os pés do chefe. Depois vem a idade dos 30, a idade do "agora ou nunca", a idade do peso da escolha definitiva. Depois é a crise da meia-idade, a menopausa, uma tentativa ridicula de se viver as outras idades desprezadas na altura. Depois vem a velhice e tudo o que trás também.

Basicamente a nossa sociedade e a sua psicologia barata andam por aí em busca de arranjar problemas e dificuldades em todas as épocas, pessoas, estratos socias, culturas e por aí fora. Acho que a nossa sociedade anda a sofrer de uma qualquer psicose vitimizadora ou qualquer coisa do género. E acho engraçado porque em todo o lado a rapidez urge, o momento é o agora, a instantaneidade das coisas, os milagres em 5 minutos. Mas "agora" nunca se está bem.

quinta-feira, julho 21, 2005

Um conto de dormir para a Maguiga:

Vejo o Robin dos Bosques, ágil ladrão de proezas inalcançáveis pela mente comum, sorrateiro na luta pelos seus comunistas ideias, procurando pelos seus meios a igualdade, a correcção das assimetrias, a procura de um bem comum a toda uma humanidade ignorante seguindo apenas o caminho por ele escolhido, um caminho a desbravar.
Imagino o Robin dos Bosques a trabalhar onde eu “trabalho”. Imagino-o com um saco cheio de dinheiro, tentando ajudar e corrigir, tentando servir o seu próximo procurando o seu bem. Imagino o Robin dos Bosques em Évora, calcorreando ruas para cima e para baixo nessa distribuição altruísta do Bem.

Robin, entrando numa loja – Boa Tarde, vim para vos salvar o negócio!
Empregada da Loja 1 – Pois… estou a ver.. o patrão não está e esses assuntos são com ele. Se calhar ele ainda cá vem à tarde. Tente passar por cá por volta das 19h00.
R – Está bem, volto cá por volta dessa hora.

Robin, entrando noutra loja – Boa Tarde, vim para vos salvar o negócio!
Empregada da Loja 2 – Pois… o patrão é que trata desses assuntos mas não está… e não deve vir hoje, porque ele não está na cidade.

Robin, entrando em outra loja – Boa Tarde! Vim para vos salvar o negócio!
Empregada da Loja 3 – Só um momento, vou chamar o patrão.
Patrão da Loja 3 – Diga?
R – Vim para vos salvar o negócio!
Patrão – Salvar o negócio? Com a crise que por aqui vai? Nááá…
R – Tomai gentil senhor este saco de dinheiro…
Patrão – Oh filho, tu deves tar parvo. Não vês que isto tá tudo mal?
R – Mas eis aqui a solução!
Patrão – Oh filho… tamos em crise, não quero solução nenhuma. Isto anda mal e a culpa é dos gajos do governo, não vês que anda tudo mal? E a gente não tem nada a ver com isso.
R – Mas está aqui a solução!
Patrão – Já te disse que não, tamos em crise!

Robin, saindo atarantado. Entrando em outra loja e em mais outra e noutra e noutra. Robin recebendo sucessivos “nãos” dos patrões que estavam recebendo avisos de que “o patrão não está, não sabemos se vem, ele às vezes até aparece aí à tarde ou ao fim da tarde mas não sabemos se vem”.

Robin pensando “pois pois, belo país, e depois querem abébias”. Robin desistindo do seu plano e tentativa de salvar o mundo.

Robin, não desistas.