quinta-feira, outubro 06, 2005

7h00 da manhã.

Levanto-me azuada. Banho, vestir, café. Tentar abrir os olhos, nopes, ainda não é desta. Chego ao carro, oh bolas. Dois otários estacionaram muito muito muito juntinho do meu carro, um centímetro para cada lado. Bom, ao menos o meu carro não sofreu de falta de calor automóvel (à falta de calor humano). Penso cá para mim, abrir os olhos ainda não consigo mas já começo com as piadinhas secas... ainda bem que acordo bem disposta, mesmo quando não estou totalmente acordada. Ok, outra piadinha seca.

Entro no carro a tentar tirá-lo dali. Pancadinha no carro de trás, azelha pá. Vá lá, foi devagarinho. Será que desta já passa? Muito muito devagarinho ponho-me a tentar... acho que passa, acho que vai passar, passou! E ouço uma brutal travagem: hiiiiiiiiiiiissshh (não estou muito certa que este seja o efeito sonoro de uma travagem mas vocês perceberam). Olho para o lado e tenho então um indivíduo de raça caucasiana, do sexo feminino, entre os 35 e 40 anos a gesticular que nem uma louca dentro de um golf branco, modelo antigo, comercial.

Olho para ela a gesticular, acho que me está a chamar maluca, parece muito muito furiosa e penso, céus, esta gente acorda cheia de energia! Faço-lhe um aceno com a mão, o que normalmente se usa como obrigada e preparo-me para seguir viagem agora que já descobri que o carro passou. Nopes, a dita personagem sai do carro dela em fúria, dá dois pontapés na porta do meu carro, chama-me puta e filha da puta, manda-me para aqueles sítios poucos produtivos, entra no carro e vai-se embora ainda a gesticular. Penso, céus, esta gente acorda mesmo cheia de energia! Isto foi um bocado alternativo logo para as 7h30 da manhã. Inda para mais, ela estava de sandálias... bom, não há azar, ainda bem que acordo bem disposta. E já tenho uma histórinha alternativa para contar lá na escolinha quando chegar.

Chego então à escolinha e digo: Ei malta... vocÊs nem sabem o que me aconteceu mesmo agora, as 7h30 da manhã!
E diz-me a Jodi: Olha, eu vi uma avestruz a passar a estrada em direcção à faculdade de ciências.
- Viste o quê?
- Uma avestruz. Ou um pavão, não sei. Tinha o tamanha de uma avestruz mas as cores de um pavão.
- Tás a gozar não tás? O que é que bebeste ou fumaste ontem à noite?
- Nada. Vi uma avestruz a passar a estrada em Lisboa, o que é que tem?
- Ahhh.... errr...
E prontos, foi assim que a minha manhã alternativa passou a ser uma manhã perfeitamente banal. Quem é que pode competir com uma avestruz a passear de manhã em Lisboa?

sexta-feira, setembro 30, 2005

Acordas às três da tarde

a camisa de dormir em desalinho, o cabelo em maior desalinho ainda. O peso de todos os fantasmas que carregas torna-se um fardo impossível de carregar sobre os teus ombros. Nem avisas-te no trabalho que não ias. Fumas, mas longe da janela fechada porque o barulho de um mundo que continua normalmente te é insopurtável.

Hoje precisavas de um milagre, aquele milagre específico, cabeça e alma atormentadas na expectativa de algo que não vai acontecer. Se pudesses gritavas mas hoje ainda não ouviste o som da tua voz e suspeitas que não vais ouvir.

Hoje vagueias de parede em parede, encostada a cantos da casa, olhando o bolor e a humidade que com os anos se foi enttranhando nos cantos do tecto. Os anos que aqui viveste, e recordas quase todos os momentos. Os anos em que a casa não era habitada pelo teu corpo, hoje tão frágil, e cujos sons e conversas ainda se passeiam como ecos inaudíveis por aí.

Hoje dói-te tudo o que foste mas dói-te especialmente tudo o que não és.

sexta-feira, setembro 23, 2005

Acordar

às 9h da manhã porque o pai entrou no quarto a chamar por nós. Ressaca, tentar abrir os olhos, "o que foi, pai?"
"a que horas vieram para casa ontem?"
"As 7h... acho."
"E o que é que está a fazer um sinal das obras no nosso quintal?"
"Hum? Um quê?"
"Um sinal das obras. Do teu tamanho. No nosso quintal. O que é que está aqui a fazer?"
"Não sei pai... é são Mateus."

segunda-feira, setembro 19, 2005

Direitos humanos ou apenas luta pela sobrevivência?

Pareceu-me controverso ao ler pela primeira vez, mas depois compreendi que afinal não é assim tanto.
Timothy Ash um historiador britânico, baseando-se numa teoria elaborada por Jack London, vem defender que os homens em vez de enveredarem num caminho constante de evolução e conforme o tempo passar tornarem-se cada vez sociáveis e empreededores no que diz respeito à própria definição de ser humano vão pelo contrário voltar ao seu estado primário de evolução, ou seja, transformarem-se em macacos.
Vá, acompanhem o meu raciocinio e o deste senhor, cada vez que se dá uma catástrofe, guerra, ou cada vez que o homem se depara com o desespero as suas reacções tornam-no agressivo e revolucionário, e para argumentar e justificar o que estou a dizer existem inúmero exemplos. Ora vejam, com o furacão Katrina. O que veio depois da catástrofe? Pilhagem, lutas entre gangs, racismo, xenofobia, desespero, onde ficaram então as tão afamadas virtudes do Homem?
Surgiu-me esta ideia depois de ler um artigo de opinião de Graça Franco, colaboradora do Público, a qual sugeriu esta nova abordagem, que para ser sincera me pareceu justa.
Não teria então Nietzsche razão? "Cada um de nós é feito de verdade e ilusão, e a arte é essa forma luminosa de ilusão que nos permite resistir à realidade".
O que resulta numa conclusão bastante simples, o que fica depois da ilusão? O desespero e a luta pela sobrevivência?

quinta-feira, setembro 15, 2005

Cães e Flores

Da última vez que fiz anos ofereceram-me uma flor. Ela por lá está, vai-se aguentando. Inclusivamente durante as férias, quando tive um mês sem ir a casa, ela aguentou-se. Bonita bonita bonita não está, mas está vivinha da silva. Aqui há uns dias atrás, baseada na bela da sabedoria popular, pus-me à conversa com ela. A sério, eu tentei, mas foi um desastre.

"Então, tudo bem? Por aqui não? Pois, fui eu que te pus ai. Pois, atão tinhas que tar aí..." (Por esta altura comecei a pensar se estaria a tocar num ponto fraco ou a falar de um assunto que ela pode não gostar. Afinal, estar assim preso, não deve ser fácil).

Pensei em falar da novela mas ela está na cozinha e a tv na sala. Pensei em falar de política mas a julgar pelo estado das coisas, aí morria-me mesmo. Pensei pensei pensei e nada. Sabem quando estamos ao pé de alguém, temos que fazer conversa e não sai nada? Péssimo. E foi assim que me senti. Claro que a conversa foi parar àquele assunto: "Mas vá lá que tem estado quentinho, aí há uns dias é que teve acinzentado. Estes dias que não são nem carne nem peixe são horríveis... nem carne nem peixe.. nem vegetais! Bom, tu percebeste né? E aposto que sei que tu também gostas mais dos dias de sol, né?"

E foi quando olhei para baixo e vi a minha porteira a olhar para mim da janela. Poizé...

Com os cães a cena não acontece, tipo, às vezes é até difícil parar de falar com eles. E sim, as pessoas ficam mesmo estúpidas quando falam com os cães. Até eu.... "Oh meu bébé gordo, bilubilubilu, tadinho do meu zinho, sem tomatinhos... mas é muita viril, não é gordo? Oh ninhozico soquinho tadinho.... oh bilululu, é o meu ladrão, o meu ladrão, não é bébé? sempre a ladrar, ladra muito muito muito..." e por aí fora. Rídiculo.

Quando voltar para Lx vou tentar em vez de um diálogo, um triálogo.

"Nogui, esta é a flor. Flor, este é o Nogui".

segunda-feira, setembro 12, 2005

Igualdade - o maior engano do nosso seculo e dos anteriores

Não percebo como é que as pessoas não se mancam que igualdade não existe, simplesmente isto, não existe. Não sei como as pessoas não se dão conta que andamos a tentar forçar mais uma invenção humana. No mundo natural não caem dois flocos de neve iguais (Segundo dizem os especialistas), não há duas caras iguais - incluindo os gémeos e não me venham com tretas; simplesmente não há duas coisas iguais excepto talvez as das fábricas de produção em série, produtos artificiais e que mesmo assim saem frequentemente com pequenas diferenças.

A sério. Aborrece-me isto. Tratar as pessoas com respeito sim, mas conscientes que somos diferentes e precisamente valorizar a diferença... porque é na variedade que está o conhecimento. Igualdade é treta, já se me falarem de complementaridade...

Tratar as pessoas como iguais, isso significa o quê? Não pode simplesmente ser com respeito? Sim, com o mesmo ou mais respeito que cada um tem por si próprio... A minha concepção católica e mesmo humanista não passa pela igualdade porque não tem que passar.

Diferentes sim, literalmente "Graças a Deus". Portanto temos é que "agradecer" as diferenças e conseguir que elas tenham um efeito positivo. Simples... sem tretas de igualdade. Bah. Igualdade nem sequer é utopia, é distopia mesmo!

Ah, e por favor, não me venham com tretas que isto é conversa de menininha mimada com vontade de ser diferente... não é. Se há um campo em que a grande maioria de nós é realmente parecida (uns mais do que outros) é na insignificancia.


É este o meu conselho para hoje.


o que somos



Uma loja de taparueres mas com toda a espécie de coisas incluídas. Na pratica, a importação das lojas dos chineses para o mundo virtual. E garanto, em qualquer loja dos chineses é possivel encontrar DE TUDO!


sexta-feira, setembro 02, 2005

Saga dos puns, parte II

Melhor do que dar puns em frente a alguém amigo é conseguir dar puns e arrotar ao mesmo tempo. Eu tenho uma amiga que consegue fazer isto... ooh yeaaahh... (invejem-me!!)

quinta-feira, setembro 01, 2005

Já são 3h30?

1001 razões para nos dedicar à agricultura:

Ele: Não sabes? A beterraba rende imenso, é uma das produções que rende mais em portugal!

Ela: Talvez, mas eu sempre pensei que a fruta é que estava a dar.

Ele: Não, nada disso! A vinha, experimenta plantar vinhas, vais ganhar uma "batulada" de dinheiro.

Ela:Epá, mas isso vai demorar imenso, preciso de conseguir um investimento que me renda algum dinheiro muito em breve.

Ele: Hum, já experimentaste vender droga?

Ela: hum hum...

Ele:Contrabando? Vender telemóveis?

Ela: hum hum

Ele: Chula?

Ela: hum...talvez resultasse...

Ele: Experimenta rapazinhos novos.

Ela: Isso ia dar algum tempo na prisão não achas?

Ele: Experimenta vender lápis de cera na feira.

Ela: Desculpa?

Ele: Resultou com a minha irmã.

Passado duas horas... E depois de 7 cervejas:

Ele: Não sabes? A beterraba rende imenso, é uma das produções que rende mais em portugal!

Ela: Talvez mas eu sempre pensei que a fruta é que tava a dar...

São tão boas as férias de verão, ah essas tardes.... ;)

dois apontamentos para o hoje:

Primeiro: uma pessoa sabe que está mentalmente afectada quando sonha que está a levar com bolas de gelado nas fuças e uma músiquinha tétrica está a tocar por trás;

Segundo: Desconfio que as almofadas cervicais são o maior engano do século XXI.

Tenho dito.

terça-feira, agosto 30, 2005

Pergunta do dia:

A tua vida serve-te? É o teu número ou está-te larga ou apertada?

É porque eu não me lembro de ter provado a minha antes de ter ficado com ela. Bolas. "Provador de vidas - É proibido levar mais do que 3 vidas de cada vez para o provador".

segunda-feira, agosto 29, 2005

Este é o meu novo vício






taparuere got their Neopet at http://www.neopets.com




Vão por mim, vale a pena. A todos os que se registarem, criarem neopets e isso tudo, estejam á vontade para perguntarem o que quiserem, por aqui ou por lá.



sexta-feira, agosto 26, 2005

Segunda tentativa:

Divagações.

Olhava em frente, fixa num qualquer ponto indeterminado. Cliché, não, não é isto que quero. Mas é mais facil assim, esperem só um bocadinho.

(respiro fundo)


A cabeça inclinada sobre um guardanapo de papel onde escrevia fervorosamente. (Fervorosamente... existe? É assim? Palavra feia). A imperial à sua frente ia morrendo, lentamente. A caneta seguia o seu caminho, determinada (gosto!) num papel demasiado fininho para o fervor. Fininho e pequeno, acabou-se. Dobrou-o em quatro depois de ter posto a tampa na caneta e meteu-o no bolso. Agarrou a imperial mas não lhe sentiu o fresco e olhou longamente em volta. A esplanada cheia, entardeceres de verão. (Está a melhorar, mas agora estou a fugir do assunto que me interessa. argh.)

As pessoas em seu redor, estava demasiado longe das suas gentes para ter ali alguém conhecido. E no entanto os rostos não lhe eram estranhos, as vestes, os estilos. Os gestos. As pessoas, na procura da unicidade individual (sim, gosto de redundâncias) será que nos damos conta de que somos mesmo todos iguais? Quer dizer, uma esplanada num entardecer de verão tem rostos parecidos em vestes iguais com gestos repetidos. (Ok, não era por aqui que eu queria ir, não era nada disto que eu queria dizer. Ainda se dá a volta, esperem lá).

De facto as pessoas agarram-se às convicções que criam e mais nada. O papel ficou guardado, duas frases que ressoam: "Em matéria religiosa, não acredita quem quer, acredita quem pode"; "Cria uma reputação confortável e mantém-te nela".

Há coisas que fazem tanto sentido que de repente não fazem sentido nenhum. São daquelas coisas que se acredita mas de que se duvida. Por vontade de duvidar, por necessidade de acreditar.

Pede a conta e paga, a mala ao ombro e a chave do carro na mão. É hora de mudar de poiso, mudar de esplanada. Para outra qualquer igual a esta.

(Não era bem isto não... paciência!)

Divagações

Deixa cá ver se eu consigo fazer isto bem feito:

Não, não consigo.

quarta-feira, agosto 24, 2005

ola ola

voltei voltei. xeia de xodades destas coisas bloguisticas e isso tudo mas o estupor do meu vizinho fez qualquer coisa esquisita à net por wireless e agora eu, tadinha, pobrezinha, coitadinha, de mim num consigue entrar!!! pois, ele é mau, afinal eu tenho todo o direito do mundo a entrar na net dele pá!!!
bom, assim que acertar contas com ele lembrem-me de vos falar de: gambozinos, algarve, retretes, puns (nova saga) e era mais outra coisa que agora num ma lembra.

vou ali à porta do lado, volto quando tiver a quesília resolvida (ou resolta??? hum...)

terça-feira, agosto 16, 2005

Está alguém desse lado do Taparuere?

Mas será que foi tudo férias??!!

Nem a organizadora dessas belas matinés com direito a cházinho e conversas de bebés e maridos enquanto se vendem e compram caixinhas de plástico estrangeiradas diz nada?

Ok, talvez porque a descrição não se adapte à nossa Taparuere, que a esta hora deve andar a banhos lá pelos Algarves acompanhada dos amigos do costume:

















Vícios à parte, mas será que não ficou ninguém desse lado do Taparuere?
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Quero ver essas mãos no ar, vá...! ;)
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Estão mesmo com as mãos no ar?

Deixem-se lá de figuras tristes em frente ao computador, que ainda alguém vos vê assim!!

Uma pessoa já não pode brincar!! O que nós queremos mesmo são comentários, por isso toca a contar como estão a correr essas férias!

quarta-feira, agosto 03, 2005

Ah e tal...odeio o mês de Agosto lol

Bom, aqui estou eu mais uma vez. Voltei. E daí talvez não...é só por alguns dias.
De qualquer maneira não poderia deixar de exprimir-me neste blog intemporal...
Aprendi diversas coisas nestas últimas 4semanas, uma delas é que para quem se digire ao Algarve, tenha cuidado, os ventos estão por ordem dos 140kms hr e é extremamente desagradável andar pela praia à medida que se está a ser açoitado frequentemente pelos kilos de areia que têm como desejo primordial nos massacrar e provocar lesões irremediáveis.
Outra delas é que apesar de todo o ódio de estimação que os portugueses têm à Espanha há que admitir, quanto mais não seja baseando-nos nas estatísticas, que cada vez mais os nossos hermanos exercem uma cada vez maior atracção. Falando está claro em coisas como gasolina a preços mais baixos, monumentos em condições, turismo do mais organizado entre outras particulariedades que me escapam no momento hehehe. Adoro Espanha! Olé! ;)
Também me apercebi que os homens mais uma vez, não fosse este mais um verão de bacuradas, têm novas ditas frases de engate. Qual é a mulher que não gosta de um piropo de vez em quando? Bom, eu adoro os dos algarvios, são sempre tão complicados de entender que só nos resta sorrir perante a confusão... ALLÈ Algarve!!!
Os homens lisboetas destacam-se na noite algarvia. Nunca reparei em tal coisa antes, por isso algo de novo surgiu nas vidas destes que os fez mudar. O que é verdade é que tanto se falou no metrossexualismo (passo a expressão) que me parece que agora faz parte da moda. Óh moda! Como é possível homens que são lindissim0s com uma simples t-shirt branca e umas calças de ganga surradas, se transformem em coisas brillantes e completamente desprovidas de interesse? Desde quando um homem se vira para uma mulher, depois de uma noite repleta de trocas de olhares e palavras escaldantes, e diz algo como: Aí não, p´ra praia não porque vou estragar a pedicure???!!!! DEUS como foi que os transformaste desta maneira? Fiquei absolutamente estarrecida quando presenciei tal acto de...de....nem sei bem o quê! Onde está o verdadeiro macho latino que carregava as suas mulheres ao colo e não se importava de ir ao banho em boxers!Isto é deveras doloroso!!! ....
Outra coisa a assianalar seriam a quantidade de túnicas indianas que se veem este ano, como são vestimentas ainda com algum digamos brilhantismo não são faceis de ignorar. Este verão está cheio delas, túnicas com cores exuberantes, com missangas, com mil uma coisas, mas no fim de contas túnicas. Provavelmente já repararam, elas estão por toda a parte, penso eu que nunca uma moda foi tão desejada. Depois de um Inverno com bolsas à cintura, desculpem a ignorância eu sei que essas também tem um nome, enveredámos por esta nova linha que até é bastante agradável mas que já cansa...muito mesmo. Para vocês que ainda não se dirigiram às praias portuguesas preparem-se, elas andam aí!
Tenho mil e uma coisas para assinalar, mas a vontade de ir beber um café e fumar um cigarro suplanta qualquer boa intenção de partilhar ;)
Só me resta dizer que este ano fiz parte de uma fila enorme de estrangeiros nos correios de Portimão, isto tudo para enviar um postal, postal esse que não deve ter chegado ao destino, já que foi ignorado.
Passar bem amigos, as férias continuam!

Quem somos.

Carro rodando na auto-estrada, três amigos.

"Ainda agora puseste gasolina e já 'tá outra vez na reserva!"
"Pois tá, mas agora tá menos na reserva do que o que tava à bocado".

Toca uma música, mistura de sons clássicos com rock. "Gosto deste tipo de música, esta misturada que não se sabe bem definir".

Passamos por um placard na estrada, anúncio a qualquer coisa... "Adapta-te a ti mesmo".

É isto que somos minha gente, remediados à tangente, misturas por definir, únicos massificadamente ou uma massa unificada.

segunda-feira, agosto 01, 2005

Filosofia ou teoria dos puns.

Sim, "puns" de ventosidade sonora expelida pelo ânus. É mesmo isso que estão a pensar. Ora bem, há vários tipos de puns, como é do conhecimento de todo aquele que tenha os intestinos funcionais. Há os ditos puns, que encontram o sentido nominal do barulho com que se fazem sair; há as bufas, que saem à traição, sem se fazerem ouvir mas fazendo-se sentir com muita intensidade a nivel olfactivo... há os que "saem com molho", expressão que não tentar explicar, há as cadeias de puns que se assemelham a uma metralhadora... bom, há alguns tipos de ventosidades expelidas pelo ânus mas este post não tem como objectivo analisar as suas variantes. Tem sim como objectivo analisar as relações humanas baseando-se para isso nos puns.

As bufas, porque são dadas à traição, não nos interessam para o caso. O expelidor desta ventosidade pode passar facilmente incólume. Assim, sem assumir as suas consequências, este acto não tem a dignidade dos sonoros puns. São estes os que nos interessam.

Tenho cá para mim uma teoria definida de que, quando há amizade real e forte entre duas pessoas, esta amizade é demostrada através dos puns. Ninguém dá puns sonoros ao pé de quem não conhece bem, ao pé de quem não confia ou ao pé de quem não gosta. Mas suponho que há muita gente que, à minha semelhança, se está com um grupo de amigos chegados e lá aparece aquela vontade, avisa "pessoal, ai vem a minha demonstração de carinho e amizade!" Puufff.

A sério, acredito que para os mais sensíveis e nojentinhos isto possa soar um bocadinho estranho... Mas pensem um pouco sobre o assunto. O sítio oficialmente definido para expelir as ventosidades anais é a casa-de-banho. Tudo bem, ninguém diz que não. Mas... e as casas de banho públicas? Quem, de perfeito juízo e perfeitas condições musculares anais, tem àvontade suficiente para expelir uma ventosidade sonora numa casa de banho pública sabendo que há gente desconhecida no mesmo espaço e que estas casas de banho não são de todo isolantes de som? Pois é. Mas está-se no sítio certo. Mas tem-se gente desconhecida à volta que rapidamente se dá conta do sucedido.

Assim, os puns são algo que só se partilha com as pessoas com quem mais temos confiança. Acima de tudo é uma questão de confiança. De cumplicidade mútua. Da próxima vez que alguém der um pum ao pé de vocês, alegrem-se porque a partir desse dia está provada a vossa intimidade, confiança, amizade e verdadeiro carinho. E as duas partes sabem-no.