quarta-feira, abril 26, 2006

Não sei se voltei

mas é verdade que estava a ficar com saudades disto. Andei por aí a cuscar uns blogs alheios e olha, deu-se-me a nostalgia. A verdade é que agora não me dá jeito nenhum ficar viciada nisto outra vez, já trabalho e tenho sempre mil e uma coisas para fazer... E se os meus patrões descobrem que ando por aqui a postar em vez de estar a trabalhar ainda... hum... ainda... me dão uma sova!! Népias, para quem ainda não sabe tive uma sorte descomunal e não podia tar melhor, mais contente, mais entusiasmada e a gostar mais disto do que o que estou.

E tem acontecido umas cenas engraçadas... quando puder conto-as. Por agora olhem... tou a meditar sobre o regresso ou nao. Para todos os efeitos, ainda não sei se voltei.


(E já agora... AMANHÃ FAÇO ANOS!!!)

quinta-feira, março 16, 2006

era uma vez

um barco carregado de ovelhas. As ovelhas estavam contentes e felizes, tinham emigrado de um continente árido e agreste e preparavam-se para chegar a espanha, clima ameno, boa qualidade de vida... parecia perfeito, um bom país para se viver. Contudo, assim que lá chegaram, em vez da espalhafatosa festa esperada foi a desilusão. Os espanhóis já tinham ovelhas que chegassem e estavam à espera de um animal mais excêntrico, mais exótico. Não gostaram portanto das ovelhas e recambiaram-nas de volta.

Pobres ovelhas tristes, tantos sonhos desfeitos, meteram-se de novo no barco e rumo a outro lado. Depois de uma reunião daquelas que duram horas e mais horas, depois de muitos cigarros fumados, discussões mais ou menos infrutíferas, lá decidiram rumar em direcção á austrália. O clima até era melhor e havia cangurus. Quem sabe se não surgiria uma nova espécie cruzada de ovelhas e cangurus? ovelharu. ou canguruvelha. Logo se veria. De novo o ânimo lhes corre pelas veias e ála que se faz tarde.

Chegadas á australia nova desilução. Ao invés de esbeltos e saltitantes cangurus, todos eles estavam velhos e gordos, em vez de bolsa marsupial havia uma bela barriguinha de cerveja e rapidamente perceberam que o clima ali era demais para o casaco de lã que as pobres ovelhas não conseguem despir com facilidade.

Nova volta atrás, nova reunião. Mais maços fumados, vozes levantadas, decisões indecisas e seria o brasil novo destino. Rumaram portanto em direcção ao Brasil mas antes de lá chegarem a narradora lembrou-se que este post é so para avisar que o blog vai ter uma interrupção e talvez siga dentro de momentos ou talvez não. Uma pausa agora oficial já que toda a gente já se deve ter dado conta que eu tenho andando mais por outras bandas do que pela blogosfera.

A todos um muito obrigado, um grande bem haja e até mais ler.

domingo, fevereiro 19, 2006

acabei de chegar do brasil

e eis que me deparo com um frio arrepiante, chuva, vento gelado que seca a pele da cara (e faz saltar o bronze muito mais depressa).

Portanto, tenho um plano. Unam-se a mim, vozes que tendes frio, gentes que tremeis! Acendei os aquecedores e deixai as janelas abertas, VAMOS AQUECER LISBOA!!

terça-feira, janeiro 31, 2006

os meus cães

atiraram-se violentamente a um saco de roupa e gostaram especialmente de um saquinho de alfazema. Pergunto-me, será que amanhã eles vão dar puns perfumados?

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Primeira compra em Barcelona!

Estou muy contenta, já fui shopping por Barça. Tinha aqui uma coisa em mente, encontrei-a e superou as minhas expectativas. Consegui encontrar o que queria, com uma oferta, a bom preço, de boa qualidade, cores giras e formato ergonómico. A minha primeira compra em Barcelona, uma escova de dentes verde com oferta de uma pasta! Pois, esqueci-me da minha.

terça-feira, janeiro 17, 2006

"Todo o encontro é consequência da eterna multiplicação de máscaras", frase que li algures.
Mas há desencontros que são porporcionados por essas mesmas máscaras quando o encontro teve lugar na cumplicidade (des)enganada de um olhar.

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Pedido de moblização:

Senhoras e senhores, amigos e desconhecidos, leitores, ouvintes, digestivos: Está na hora de acabarmos com a descriminação! Grito, temos que nos unir em prol de mais uma causa justa, em prol da igualdade de direitos, em prol da felicidade e da realização de todos os que ficam aquém de cumprir o seu destino, a sua tarefa, a razão da sua existência!!

Temos que tomar medidas gástricas!! SALVEMOS AS ANEDOTAS SECAS!!

Sim, são secas, mas não é por isso que deixam de ser anedotas!! Tem tanta razão de existir como as outras, a sua função é a mesma. Se são secas, cabe-nos a nós aceitá-las como são. Pela vida, por um mundo melhor, pela economia portuguesa até! Compre uma garrafa de àgua e conte uma anedota seca.

(P.S. - Só resulta pela economia se a Àgua for de marca nacional)

domingo, janeiro 08, 2006

Eu acredito na honestidade e no diálogo.

As relações humanas são complicadas. Às vezes surgem mal-entendidos e ninguém sabe muito bem como. Muitas vezes para se deslindarem é uma carga de trabalhos, amizades saem desfeitas e namoros acabados. O pior é que, em alguns casos, a coisa poderia ter sido resolvida calmamente e a bem.

Por exemplo, eu tenho uma amiga que tinha um namorado. Ás tantas começou a desconfiar que ele a traía mas nunca foi capaz de lhe dizer nada. Guardou a desconfiança para ela, aquilo começou a crescer lá dentro, a remexer-lhe as entranhas, foi aumentando, aumentando, aumentando até que um dia as sobrancelhas lhe cairam. Assim, puf. E agora ela tem que as pintar com um lápis só que não tem muito jeito para desenho e então pinta-as sempre muito rectas só que inclinadas, primeiro perto do princípio do nariz e a acabar mais acima, tão a ver? Então parece que está sempre zangada. Outra parte má é que também não é fácil pintar as sobrancelhas todos os dias. Quando ela apanha chuva fica com um ar um bocado esquisito também.

É por isso que vos digo, em caso de dúvida, perguntem.

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Força nisso!

Se tens medo das alturas, sobe a um edifício! Se tens medo de cobras, arranja uma de animal de estimação! Enfrenta os teus medos! Encara a morte de frente, mija contra o vento!

terça-feira, janeiro 03, 2006

Procrastinação

Procrastinar: deixar para o dia de amanhã; adiar; demorar. Isto segundo o priberam, como podem confirmar. Na prática, procrastinar quer dizer "preguiçar" (não sei porque raios eles arranjam sempre sinónimos ainda mais inteligíveis do que a palavra que queremos saber o significado).

Pois bem, eu tenho um problema com a procrastinação (e acho-a uma palavra engraçada, portanto, aviso já que a vou repetir um montão de vezes).

Sempre que tenho alguma coisa para fazer arranjo outras coisas para fazer antes e depois não faço aquilo que tinha para fazer e fico deprimida por não ter feito e já se sabe que deprimida é que ninguém faz nada.

Pois bem, o outro dia falei com uma amiga e ela disse-me, tens que te impôr obrigações, tens que te obrigar. Se tiveres feedback do outro lado melhor... essas coisas. E então eu pensei, ora aí está! E arranjei um blog. Já lá vai um ano mas sempre que começo a escrever é a mesma coisa. Reparem, começo por pensar: "Do que é que quero falar? O que é que quero mesmo dizer?" Então, sento-me ao computador, olho para ele e penso: "Bolas, isto tá tudo sujo. Não posso escrever com o computador todo sujo!" Lá vou para a cozinha, paninho, cera para o ecrãn, aspirador de mão por causa da cinza... limpar o computador. É claro que antes de chegar à cozinha aparece o meu cão a pedir festinhas. Não se consegue resistir ao nosso cão a pedir festinhas, vá de brincadeira com o cão, só um bocadinho. Bom, passados 45 minutos penso, "o que é que eu ia fazer?" Mas já é hora de ir passear o cão. Trela, la vamos nós.

Quando se volta pronto, já se sabe. "O que é que eu tinha mesmo para fazer?" Mas lembro-me que tenho que ser preserverante e concentrada, sento-me no chão a olhar em volta a tentar lembrar-me do que é que tinha para fazer. Enquanto olho penso... que o corredor está a precisar de ser pintado. Devia mesmo pintar o corredor. É que o corredor era branco. Bom, ele é branco mas de certeza que tem um nome específico para o branco. Vale tudo, casquinha de ovo, branco cal, branco pérola, bege, cáqui, marfim... acho que o do meu corredor é o "branco-dente-de-fumador". Também gostava de saber quem paga a essas pessoas que põem nomes às tintas. Autênticos génios criativos, digo-vos eu!

Enfim... mas se calhar ficava bem de amarelo. Amarelo canário ou amarelo banana? Bom, estava nisto quando o telefone tocou, era uma amiga minha. Tive que lhe dizer, "épá, não posso falar contigo agora, estou a escrever um post" e ela disse-me, "céus, tu és tão disciplinada... é que eu tenho um problema com a procrastinação." Bom, convidei-a para irmos lanchar, estava a ficar hora do lanche e já se sabe, se uma amiga nossa tem um problema com a procrastinação quer falar disso, né?

Estavamos a lanchar, ela a falar, nós no café... e a empregada ouve e diz: "A sério? Procrastinação? Eu também tenho um problema com isso!" mas eu calculei que era mentira, que era só para tar ali sem fazer nada e então mandei-a buscar a minha sandes. É que as pessoas tem muito a mania de inventarem que tem um problema com a procrastinação quando não querem fazer nada. Foi quando me ocorreu, se calhar devia escrever um post sobre a procrastinação! Mas depois pensei, "bah, quem é que eu quero enganar? Nunca vou escrever um post sobre a procrastinação, isso dá trabalho e eu sou muito preguiçosa... acho que tenho um problema com a procrastinação".

quinta-feira, dezembro 29, 2005

quer dançar?

avança, recua, foge, corre, pára, anda, avança, afasta.

e eu que não sei dançar o tango!

terça-feira, dezembro 27, 2005

ah pois, oh sim, ai é? vais ver, vais ler. vais sim, vais agora. começa!

E começas na descoberta, vejo os teus olhos atentos, a percorrerem as linhas que escrevo, lês agora, escrevo agora.

Atrofio, atrofias comigo agora, que remédio enquanto ainda aí estás. E não largas o rato, já viste? Tens o rato debaixo da mão. Tem rodinha o teu rato? No meio das teclas? Gosto de ratos com rodas. Espero que tenhas um rato com rodinha. Devias ter um rato com rodinha. Deviamos todos fazer o movimento pró-rato-com-rodinhas. Eu não tenho um rato com rodinha mas é porque não tenho rato nenhum, tenho um quadradinho onde passeio o dedo.

Ainda ai tas? A fazer o quê? Eu não sei o que tou aqui a fazer. Não me apetece tar aqui, não consigo dizer, leia-se escrever, nada de jeito. Ok, não te estou a dar novidade nenhuma pois não? Bem me parecia que não. Pois. Sim. Não.

Só me apetece é beber gasóleo e labrar.

Vou-me embora agora. Vens ou ficas?

Eu desconfio

que se o príncipe era um sapo então a princesa devia ser uma rã.

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Hoje vou falar-vos

de casas de banho. De casas de banho? Sim, sim. Mas não de umas quaisquer casas de banho... não. Vou falar-vos de casas de banho públicas. Casas de banho de cafés, centros comerciais, instituições. Todas as casas de banho cuja porta não chega do tecto ao chão e onde se pode ver os pézinhos tortos com as calças em cima.

Não sei se já repararam mas há imensos sítios onde as portas das casas de banho públicas não tem trinco. As marcas estão lá, houve uma vez um trinco... mas já não há. Ainda não percebi se há todoum gang de ladrões de trincos de casa de banho ou se as variadas gerências decidem ao fim de algum tempo que estão fartos de abrir casas de banho que se fecham sozinhas. O que é facto é que há poucas coisas tão desagradáveis como ir fazer xixi a uma casa de banho pública sem trinco.

Em primeiro lugar é a posição. Fazer xixi numa casa de banho pública já não é por si fácil, há toda uma posição precária de equilíbrio com as pernas limitadas pelas calças. "Não me vou sentar, não me vou sentar...", faz-se força, as pernas começam a tremer, os pés não tem muita margem de manobra para o caso de desequilíbrio... Bom, a coisa piora substancialmente quando a casa de banho não tem trinco. Temos que manter a posição precária, os pés continuam limitados, o rabo não pode tocar na retrete e ainda temos que segurar a porta. Tudo ao mesmo tempo. Ah, claro, e fazer xixi e acertar no sítio.

Pessoalmente não sei se há casas de banho com câmaras de video. Até pode haver, sei lá, se filmarem de cima é capaz de não ser muito grave. É que eu gostava mesmo de assistir a uma gravação de uma casa de banho cuja porta sem trinco estivesse a mais de 50 cm da retrete. 50 cm é mais ou menos aquela distância crítica, pelo menos para mim, em que é impossível segurar a porta com os pés e é complicado segurar as calças com uma mão, limpar o rabo com a outra e segurar a porta. Tenho consciência que já fiz malabarismos incríveis a tentar cumprir todas estas tarefas ao mesmo tempo! Agora, gostava era de ver malabarismos alheios para ver se usam técnicas melhores que as minhas.

Há situações em é inevitável largar a porta por dois ou três segundos. Às vezes acontece nessa eternidade temporal alguém abri-la e dar connosco na posição mais vulnerável das nossas vidas. A cara que fazemos deve ser simplesmente digna de ser fotografada. A sério. Geralmente a porta volta-se a fechar rapidamente enquanto uma voz lá de fora pede desculpa. Quase sempre respondemos "não faz mal". Claro que faz. Faz mesmo muito mal. E o pior é as possíveis consequências da nossa resposta educada. Já pensaram se um dia destes a porta se volta a abrir de novo e nos entra alguém estranho pela casa de banho adentro? "Não faz mal, foi o que disse". Ainda praí aparece algum louco a tentar fazer xixi ao mesmo tempo que nós ou isso... "Não faz mal, pois não?".

Enquanto isso não acontece, depois do "não faz mal" inconsequente, há o encontro. A saída da casa de banho e o cara-a-cara com o idiota que nos abriu a porta. Que sabe qual é a nossa estratégia de equilíbrio. Que nos viu a fazer xixi numa casa de banho pública. Ah, se os olhares matassem....

quinta-feira, dezembro 22, 2005

Às vezes

nós tomamos uma decisão contra tudo e contra todos. Às vezes nem a tomamos bem, é-nos apresentada pelo nosso semi-consciente como inevitável e lá vamos nós. O nosso bem-consciente lá nos avisa, "olha que não, olha que não" e nós nada, não lhe ligamos népias e seguimos caminho. Contra o que der e vier. Siga pra bingo que disto não posso fugir, não quero fugir. E eis senão quando nos aparece O sinal, O único indício que talvez possamos ter razão: um piscar de olhos. Então acreditamos que estamos certos, que somos o único ser certo no mundo inteiro.


O problema é que, mesmo se for o piscar de olhos mais sexy do mundo, pode ser só um tique.

sexta-feira, dezembro 16, 2005

Ainda a propósito de instruções de uso

escritas nas embalagens. (Parece que o assunto foi interessante, há que fazer render o peixe!)

Não sei se já repararam, nem sei se isto acontece em todos os pacotes mas ontem, quando ia fazer o jantar, ainda a pensar nos shampôs, tirei as ervilhas do congelador. Preparando-me para abrir a embalagem (nem reparei que marca era) dou com um "Conselhos de utilização: Descongele e coza".

Parece-me um bom conselho de utilização... afinal eu estava a ficar um bocado enjoada de espetar alfinetes nas ervilhas e comê-las como se fossem pequenos gelados.

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Piquena reflexão:

"Modo de emprego: aplique no cabelo molhado e massaje suavemente. Passe bem por àgua. (...) Em caso de dúvida ligue 800200766"

Reconheceram aquilo? Calculo que não. Eu explico: "aquilo" mais não é senão uma parte da transcrição da parte de trás de um champô. Nem sequer foi um champô escolhido a dedo, foi mesmo uma escolha aleatória. Pois, porque caso vocês ainda não tenham reparado, TODOS os champôs possuem no verso um "modo de emprego" seguido de um número telefónico de ajuda. Juro. Vão até à vossa banheira e verifiquem, eu espero.


Já está? Confirmado? Pois, eu bem disse. Não acreditaram em mim...

Agora reparem: quem raios é que precisa de um modo de emprego sobre champô?? Quer dizer, lavar a cabeça é algo que os nossos pais nos fazem em pequenos (mais as mães mas pronto) e que nós aprendemos por imitação. Tantas vezes vimos a nossa mãe a pôr um bocadinho de champô na mão e esfregar-nos a cabeça que já o podemos fazer sozinhos! E esse, é um dia grandioso e de grande expectativa emocional? Alguém que aí está se lembra da primeira vez que lavou a cabeça sozinho? O dia em que enfrentou de frente essa tremenda dificuldade e que a venceu munido de um frasco de champô e lendo no rótulo o "modo de emprego"? Não. Pois não.

O "modo de emprego" dos champôs só serviria para alguém que nunca tivesse lavado a cabeça nem nunca lha tivessem lavado. Imaginemos portanto um Tarzan encontrado nalguma mata que outrora fora selva. Encontra-se um menino da selva, agarra-se nele, tráz-se o rapaz para a sociedade e...? E provavelmente ele vai ser estudado por um bando de cientistas que lhe vão lavar a cabeça! Portanto, mais um que aprende por imitação! Ok, imaginemos que os cientistas não tavam com paciência para lavar a cabeça ao menino da selva recentemente encontrado, iam fazer o quê? Atirá-lo para uma banheira e dar-lhe um champô para mão? -" Toma, lê o rótulo". Já vocês calculam que a capacidade de leitura de um menino da selva não serve para descodificar o "modo de emprego" de um champô!

Pior do que isto, a linha de ajuda. Estão-se a imaginar ligar para uma linha de ajuda de um champô? Já alguém o fez? Alguém conhece alguém que o tenha feito? Alguém ouviu alguma história do primo da tia da sobrinha da amiga da ex-namorada daquele tipo que toda a gente ouviu falar e ninguém sabe quem é? É que ligar para uma linha de apoio de um champô é tão ridículo que nem sequer há mitos urbanos sobre isso!

Toda a gente já recebeu mails com perguntas frequentes sobre telemóveis, sobre ligações à internet, sobre companhias de seguro... onde estão os e-mails de perguntas frequentes à linha de apoio de champô?

"Desculpe, quanta quantidade de champô é que eu preciso mesmo de pôr para lavar o meu cabelo? Da raiz até à ponta são 31cm. Não, em decilitros por favor..."

Pior do que existir uma linha de apoio para a utilização de champô é imaginar que haja efectivamente gente a ligar para ela. E pior do que haver gente a ligar para ela é imaginar que haja gente que trabalhe nela!!

"Boa tarde, fala a Marta, em que posso ajudá-lo? Sim... bom, em decilitros são aproximadamente 12,3dcl mas recomendamos que use antes a sua mão. O processo é o seguinte, estique a mão com os dedos fechados, agora comece a fechá-la devagarinho até que as linhas da palma da mão se tornem bem definidas. Nessa altura preencha-a com champô. O processo científico que desenvolvemos assegura-nos que a quantidade certa de champô para cada pessoa está directamente relacionado com as linhas do destino da palma da mão..."

"E quanto ao amaciador?"

"Desculpa mas quanto ao amaciador não a podemos ajudar, terá que ligar para a linha de ajuda que vem na embalagem. Já não é o nosso departamento".

quarta-feira, dezembro 14, 2005

mais companhia alentejana

na blogosfera! depois da família ter começado a aderir aos blogs eis senão que surge o www.virgulas-e-afins.blogspot.com. Um blog de outra elvense emigrada pós lados de Lisboa e que tem um cão (que se atreve a pensar que poderá ser mais bonito que o meu). Ide lá ide. (E de caminho procuram-se opiniões sobre as belezas dos animais.)

Para não ficar em desvantagem relembro que o meu bichinho querido também tem ele próprio um blog em www.vidadcao.blogspot.com onde podem apreciar todo o seu encanto, carinho, ar mimoso e meigo e inescutível poesia estéctica.