because I managed to pass at my nightmare - english II. That's why I'm writtinh this in english - like an homenage at my stone in the shoe!!
so, today is the day I'm finally a Drª - I was intending to go party. But I did not. It's almost 1 a.m. and I'm still working in the office... like if I was finishing an oral presentation the day before of have to present it.
Faces may change, names may change - but does life really change?
Já fomos, já deixamos de ser, talvez estejamos de volta. Poderá ser o regresso do mito. O mito que nunca o foi.
sexta-feira, junho 30, 2006
quinta-feira, junho 22, 2006
Máquina do Tempo - parte I (porque pode vir a haver mais, ou se calhar não)
No princípio do antes do princípio do tempo, portanto, muito antes do princípio que estás a pensar, mesmo mesmo no princípio do tempo - e ainda mais antes do que o princípio que estás a pensar agora - a Luz decidia quem fazer parte doo Espectro e quem deveria ficar de fora. Ora, nesse princípio, o Amarelo já estava com problemas. É que parece que o Verde - já se sabe como o Verde consegue ser - fez, usando todos os meios, com que o Amarelo ficasse de fora. Alguma inveja tonta, não sei. Tenha sido qual foi a causa, o que é certo é que o efeito no Amarelo foi devastador. É precisamente desta história que mais tarde surge a ictrícia, mas já estou a pôr a carroça à frente dos bois.
Voltando, o Amarelo estava devastado. Durante algumas eternidades (porque estamos antes do princípio do princípio do tempo), o Amarelo chorou amareladas lágrimas sucessivas. Em jorro quase. E é daqui que veio a cor do xixi, mas já não estou a pôr os bois à frente da carroça outra vez.
Até que houve um dia em que o Azul ouviu o que se passava entre o Verde e o Amarelo. Ora, o Azul decidiu tomar medidas. Quando encontrou o Verde em boa posição, dirigiu-se-lhe para uma conversa àparte. Azul e Verde. E falaram.
Ora, o Azul fez ver ao Verde que, se Azul e Amarelo se juntassem - não que eles se fossem juntar, mas se se juntassem - poderiam fazer o seu próprio Verde. Uma ameaça gentil numa conversa séria.
O Verde respondeu: "Oohh" com ar até algo surpreendido mas compreendeu o que se estava a passar.
Por uma mudança de humor pouco inesperada para alguns, o Verde falou com a Luz para que o Amarelo pudesse fazer parte do Espectro. E o Amarelo entrou. Tudo resultou bem, houve uma divisão diplomática e justa, regida pelo Azul. Assim, o Verde ficou com as limas e o Amarelo com os limões.
Voltando, o Amarelo estava devastado. Durante algumas eternidades (porque estamos antes do princípio do princípio do tempo), o Amarelo chorou amareladas lágrimas sucessivas. Em jorro quase. E é daqui que veio a cor do xixi, mas já não estou a pôr os bois à frente da carroça outra vez.
Até que houve um dia em que o Azul ouviu o que se passava entre o Verde e o Amarelo. Ora, o Azul decidiu tomar medidas. Quando encontrou o Verde em boa posição, dirigiu-se-lhe para uma conversa àparte. Azul e Verde. E falaram.
Ora, o Azul fez ver ao Verde que, se Azul e Amarelo se juntassem - não que eles se fossem juntar, mas se se juntassem - poderiam fazer o seu próprio Verde. Uma ameaça gentil numa conversa séria.
O Verde respondeu: "Oohh" com ar até algo surpreendido mas compreendeu o que se estava a passar.
Por uma mudança de humor pouco inesperada para alguns, o Verde falou com a Luz para que o Amarelo pudesse fazer parte do Espectro. E o Amarelo entrou. Tudo resultou bem, houve uma divisão diplomática e justa, regida pelo Azul. Assim, o Verde ficou com as limas e o Amarelo com os limões.
sábado, junho 17, 2006
"Há pessoas que nunca têm dores de cabeça"
Diz ela com ar seguro enquanto abana a própria cabeça dorida para cima e para baixo. Eu olho incrédula. Como é possível?
Tento explicar-lhe, entre o assombro e a certeza, "Jodi, isso é um mito urbano. Não existe tal coisa... there is no such thing!"
E ela continua com ar seguro e cabeça dorida afirmativa: "É verdade é..."
Não, tu conheces alguém assim?
Não, mas que as há, há.
Não não há. Isso é mito urbano, é sempre a amiga da prima da vizinha da amiga da tia que mora ao lado de uma amiga que ouviu falar de alguém... nunca há nomes, nunca há cidades, nunca há nenhum dado concreto. É o diz que disse, é mito urbano. Toda a gente já ouviu falar mas nunca ninguém viu.
Hum... olha que não. Qual é o interesse de um mito destes?
É para "eles" nos mostrarem a sua superioridade fisica, para nós pensarmos que há gente muito melhor que nós, tão melhor que nós que nem têm dores de cabeça. E depois ficamos tristes e vazios, e pensamos, que vida é a nossa, porque é que isto me acontece a mim, porque é que não sou como os outros que não tem dores de cabeça, que têm boas vidas, muitos amigos, saem muito para clubes vip's, bons ordenados, bons carros pagos pela empresa com combustivel incluido, telemoveis idem idem... e ficamos acomodados porque eles são tão melhores que nem têm dores de cabeça, que podemos nós fazer contra isso? Estamos condenados... e cremos nisso e não vemos que nos estão a enrolar, a enganar e que assim nos controlam!!
Dói-me a cabeça. Vou-me deitar.
...
Tento explicar-lhe, entre o assombro e a certeza, "Jodi, isso é um mito urbano. Não existe tal coisa... there is no such thing!"
E ela continua com ar seguro e cabeça dorida afirmativa: "É verdade é..."
Não, tu conheces alguém assim?
Não, mas que as há, há.
Não não há. Isso é mito urbano, é sempre a amiga da prima da vizinha da amiga da tia que mora ao lado de uma amiga que ouviu falar de alguém... nunca há nomes, nunca há cidades, nunca há nenhum dado concreto. É o diz que disse, é mito urbano. Toda a gente já ouviu falar mas nunca ninguém viu.
Hum... olha que não. Qual é o interesse de um mito destes?
É para "eles" nos mostrarem a sua superioridade fisica, para nós pensarmos que há gente muito melhor que nós, tão melhor que nós que nem têm dores de cabeça. E depois ficamos tristes e vazios, e pensamos, que vida é a nossa, porque é que isto me acontece a mim, porque é que não sou como os outros que não tem dores de cabeça, que têm boas vidas, muitos amigos, saem muito para clubes vip's, bons ordenados, bons carros pagos pela empresa com combustivel incluido, telemoveis idem idem... e ficamos acomodados porque eles são tão melhores que nem têm dores de cabeça, que podemos nós fazer contra isso? Estamos condenados... e cremos nisso e não vemos que nos estão a enrolar, a enganar e que assim nos controlam!!
Dói-me a cabeça. Vou-me deitar.
...
quarta-feira, junho 07, 2006
são os tempos modernos..!
Olho em volta no escritório. 3 homens para 20 mulheres. Eles mandam, são os big bosses. Mas elas não são mandadas não. Elas são o segredo e a força da empresa, sabem-no e exigem tratamento respectivo. Elas tem o poder, eles o dinheiro. No fundo eles são um bocado pau mandado delas. São elas que são boas, as profissionais, as competentes, as exigentes com elas proprias e com o mundo. São elas que tem pulso forte, que não tem medo de levantar cabelo, de fazer e acontecer e andar para a frente.
Claro, são também elas que entram no escritório às 8h00 e saiem às 21h00 ou mais tarde. São elas que não são casadas nem mães apesar de rondarem os 30, 40 anos. São elas que gritam ao mundo a bandeira da modernidade cosmopolita em que o sucesso profissional e uma casa ao estilo nipónico são o objectivo de vida.
Depois há os copos nos sábados à noite com os amigos em que se jogam influências profissionais e há as quecas ao estilo dos livros de Margarida Rebelo Pinto.
Claro, são também elas que entram no escritório às 8h00 e saiem às 21h00 ou mais tarde. São elas que não são casadas nem mães apesar de rondarem os 30, 40 anos. São elas que gritam ao mundo a bandeira da modernidade cosmopolita em que o sucesso profissional e uma casa ao estilo nipónico são o objectivo de vida.
Depois há os copos nos sábados à noite com os amigos em que se jogam influências profissionais e há as quecas ao estilo dos livros de Margarida Rebelo Pinto.
terça-feira, junho 06, 2006
Deixem jogar o Mantorras!
Porque o bom filho sempre à casa entorna, cá estou eu, entornada.
Semana e fim-de-semana especialmente atarefados, tanto tanto que perdi mesmo a loção do tempo! Mas correu bem, tão bem tão bem que posso adiantar que sim, as galinhas já tem dentes. Pelo menos as "minhas".
Depois foi o festejar, tal e qual gata borracheira. Ah, mas claro, com uma bela carta na tanga - o carro na revisão, desculpem lá pessoal, esta noite alguém tem que me dar boleia de ida e volta. Tá fêto! Mas boleia selectiva, tenham lá calma que a conversa ainda não chegou na coisinha!
Enfim, senti-me tal e qual como "Dona Flor e os seus dois bandidos", acabou foi cedo que hoje é dia de trabalho. O dia de folga foi passado na loja do cidadão, uma alegria. Enfim, lá recuperei a minha identidade oficial e mais uma série de documentos que provam que eu sou quem eu acho que sou. Acabaram-se os problemas de identidade, por agora. Com a vantagem que cresci um centímetro!! (À pala de muita conversa dar ao senhor funcionário... não foi nada fácil conquistar o meu metro e 65).
Pronto, agora que recuperei a minha identidade, aviso já para não aceitarem limitações. O blog é este, a pessoa sú eu.
Quanto a outras coisas que até poderia continuar a contar-vos, lamento: prometi que a minha boca seria um túmulo e se não fosse, se o pessoal soubesse que eu vos contava assim, eles iam-me suicidar. Pronto, está bem, estou feita um cão com o nabo no meio das pernas.
Bom bom é chegar-se ao fim do mês e receber o salário sem ser em cheque pré-deitado.
E agora só falta arranjar um príncipe encarnado para eu ser a sua mula inspiradora. Ou então não! ;)
E claro - a frase do dia - DEIXEM JOGAR O MANTORRAS!
Semana e fim-de-semana especialmente atarefados, tanto tanto que perdi mesmo a loção do tempo! Mas correu bem, tão bem tão bem que posso adiantar que sim, as galinhas já tem dentes. Pelo menos as "minhas".
Depois foi o festejar, tal e qual gata borracheira. Ah, mas claro, com uma bela carta na tanga - o carro na revisão, desculpem lá pessoal, esta noite alguém tem que me dar boleia de ida e volta. Tá fêto! Mas boleia selectiva, tenham lá calma que a conversa ainda não chegou na coisinha!
Enfim, senti-me tal e qual como "Dona Flor e os seus dois bandidos", acabou foi cedo que hoje é dia de trabalho. O dia de folga foi passado na loja do cidadão, uma alegria. Enfim, lá recuperei a minha identidade oficial e mais uma série de documentos que provam que eu sou quem eu acho que sou. Acabaram-se os problemas de identidade, por agora. Com a vantagem que cresci um centímetro!! (À pala de muita conversa dar ao senhor funcionário... não foi nada fácil conquistar o meu metro e 65).
Pronto, agora que recuperei a minha identidade, aviso já para não aceitarem limitações. O blog é este, a pessoa sú eu.
Quanto a outras coisas que até poderia continuar a contar-vos, lamento: prometi que a minha boca seria um túmulo e se não fosse, se o pessoal soubesse que eu vos contava assim, eles iam-me suicidar. Pronto, está bem, estou feita um cão com o nabo no meio das pernas.
Bom bom é chegar-se ao fim do mês e receber o salário sem ser em cheque pré-deitado.
E agora só falta arranjar um príncipe encarnado para eu ser a sua mula inspiradora. Ou então não! ;)
E claro - a frase do dia - DEIXEM JOGAR O MANTORRAS!
sexta-feira, junho 02, 2006
ditado adaptado aos tempos modernos
"Presunção e água benta, cada um toma a que quiser" e a que o padre deixar, previamente acordado segundo donativos, patrocinios, associações de visibilidade e notoriedade, etc.
quinta-feira, junho 01, 2006
ah e tal, ah e tal
mas o que é certo e garantido é que quando se chega a hora, espera lá que afinal, é que não é, foi que não foi, mas é que já não é bem o que foi portanto vê lá isso como é que é.
E às tantas uma pessoa pára e pensa e percebe que há todo um conjunto de certas e determinadas situações, alguns acontecimentos e ouve la que já não sei. E depois não há bússolas nem mapas nem caminhos, há só o que fica do que veio e passou.
mas pronto, depois há sempre aquilo ou o resto e pronto, venha de lá o que vier e a seguir mais também, tem é que haver isto porque depois até se aguenta o que não se aguenta.
Pronto.
E às tantas uma pessoa pára e pensa e percebe que há todo um conjunto de certas e determinadas situações, alguns acontecimentos e ouve la que já não sei. E depois não há bússolas nem mapas nem caminhos, há só o que fica do que veio e passou.
mas pronto, depois há sempre aquilo ou o resto e pronto, venha de lá o que vier e a seguir mais também, tem é que haver isto porque depois até se aguenta o que não se aguenta.
Pronto.
segunda-feira, maio 22, 2006
Ironias da Vida
Começo da vida profissional. "Ah e tal, e vais ganhar o teu salário, ser independente, blá blá blá". Chega o primeiro salário, pequeno demais para os pápás poderem retirar a mesada. Menos mal, num só mês recebo a mesada e um salário e meio. Nunca a minha conta havia estado tão recheada, sinto-me rica, faço planos de compras, até parece que ganhei o euromilhões.
O mês começa, o trabalho recomeça. Ocupação? 25 horas por dia, 9 dias por semana e ainda horas extra se for preciso. Por mim encantada, gosto disto. Mas as compras planeadas não se traduzem em frutos, não há tempo para se ir a um centro comercial.
Hoje é dia 22. Do que tinha planeado nada comprei. Em compensação gasto muito mais em gasolina, telémovel (sim, há-de ser pago mas ainda não foi!), almoços fora de casa. Hoje é dia 22. A minha independencia económica, no mês em que recebo mais do que o dobro habitual, resume-se a 30 euros.
Paizinho... acho que vou precisar de mais dinheiro... É que parece que estou a pagar para vir trabalhar :-x
O mês começa, o trabalho recomeça. Ocupação? 25 horas por dia, 9 dias por semana e ainda horas extra se for preciso. Por mim encantada, gosto disto. Mas as compras planeadas não se traduzem em frutos, não há tempo para se ir a um centro comercial.
Hoje é dia 22. Do que tinha planeado nada comprei. Em compensação gasto muito mais em gasolina, telémovel (sim, há-de ser pago mas ainda não foi!), almoços fora de casa. Hoje é dia 22. A minha independencia económica, no mês em que recebo mais do que o dobro habitual, resume-se a 30 euros.
Paizinho... acho que vou precisar de mais dinheiro... É que parece que estou a pagar para vir trabalhar :-x
segunda-feira, maio 15, 2006
perigos reais:
Há pessoas e pessoas. Amigos e amigos. Interesses e interesses. Por esta ordem de pensamento, há perguntas e perguntas, respostas e respostas, e uma grande confusão quando o pretendido era a resposta 1 e recebemos a resposta 2, porque a pergunta foi confundida com a outra pergunta. Ou melhor, é tudo uma questão de sentido.
Não entrem em pânico já nem se baralhem, isto sou só eu a enrolar. Traduzindo, é uma chatice quando fazemos uma pergunta de cortesia e nos respondem com uma resposta de interesse.
Imaginem um casamento, acontecimento propício a todo este desenrolar de aborrecimento. Imaginem uma pessoa que vocês conhecem mais ou menos (costumam vê-la de acontecimento oficial em acontecimento oficial) e vocês perguntarem-lhe, "então? tudo bem?". A resposta que queremos ouvir é "Sim, e contigo?". Depois respondemos, "Também... até já!" e fazemos aquele sorriso oficial destes eventos oficiais e seguimos caminho. É fácil. É rápido. É indolor.
O que pode correr mal? Que o interpelado confunda a pergunta de cortesia com uma pergunta de interesse. E depois é uma chatice. Lá começa a desenrolar um fio de acontecimentos de uma vida que pouco nos interessa, perde-se em pormenores de gentes e nomes que não nos dizem nada, alonga-se em imprevistos passados em terras onde nunca estivemos. E nós? Sorrimos corajosamente enquanto a nossa mente divaga por terrenos inóspitos, tentado manter o ar de interesse e concentração. A chatice? Quando nos perguntam o que achamos. A saída é facil, normalmente dizer-se "Pois tem razão, é incrivel, é incrivel." Dá sempre. Ou então "Depende" mas esta deixa normalmente implica uma sustentação argumentativa.
Agora que já sabem a solução a este imbróglio, peço-vos, tenham cuidado quando vos fizerem uma pergunta. Não confundam cortesia com interesse. E se acharam que não confundiram, ponham-se alerta se vos responderem "Pois tem razão, é incrivel, é incrivel!"...
Não entrem em pânico já nem se baralhem, isto sou só eu a enrolar. Traduzindo, é uma chatice quando fazemos uma pergunta de cortesia e nos respondem com uma resposta de interesse.
Imaginem um casamento, acontecimento propício a todo este desenrolar de aborrecimento. Imaginem uma pessoa que vocês conhecem mais ou menos (costumam vê-la de acontecimento oficial em acontecimento oficial) e vocês perguntarem-lhe, "então? tudo bem?". A resposta que queremos ouvir é "Sim, e contigo?". Depois respondemos, "Também... até já!" e fazemos aquele sorriso oficial destes eventos oficiais e seguimos caminho. É fácil. É rápido. É indolor.
O que pode correr mal? Que o interpelado confunda a pergunta de cortesia com uma pergunta de interesse. E depois é uma chatice. Lá começa a desenrolar um fio de acontecimentos de uma vida que pouco nos interessa, perde-se em pormenores de gentes e nomes que não nos dizem nada, alonga-se em imprevistos passados em terras onde nunca estivemos. E nós? Sorrimos corajosamente enquanto a nossa mente divaga por terrenos inóspitos, tentado manter o ar de interesse e concentração. A chatice? Quando nos perguntam o que achamos. A saída é facil, normalmente dizer-se "Pois tem razão, é incrivel, é incrivel." Dá sempre. Ou então "Depende" mas esta deixa normalmente implica uma sustentação argumentativa.
Agora que já sabem a solução a este imbróglio, peço-vos, tenham cuidado quando vos fizerem uma pergunta. Não confundam cortesia com interesse. E se acharam que não confundiram, ponham-se alerta se vos responderem "Pois tem razão, é incrivel, é incrivel!"...
terça-feira, maio 09, 2006
Urgências no mundo profissional
Os escritórios estavam maioritariamente silenciosos. Um toque de telefone, uma voz suave de secretária. O ritmico bater de teclados, passos atarefados que se cruzam em corredores brilhantes e encerados e se perdem ao longe no tinir do elevador.
De súbito sente-se a dor urgente que reclama atenção. Os passos são curtos mas apressados tentando imiscuir-se daquele apressar profissional que ecoa em todo o edificio. O olhar furtivo para os dois lados, "será que alguém me vai ver entrar para a casa-de-banho?"
O alívio sufocante, os sons que se tentam dissimular. Lá fora há os mesmos passos, os mesmos telefones que tocam. Talvez o mundo continue a girar igual lá fora. O escoamento! Finalmente! O cheiro habitual sobe e envolve, a cara é de um alívio sem precedentes. A água fria produz um choque, a cara continua relaxada. A porta. O trinco. Põe-se a máscara empedrada que reflecte um misto de pressa e preocupação, encarreira-se nos passos apressados e decididos e para trás fica o cheiro como testemunho do alívio de quem cagou e bem!
Agora, só uma dúvida substancial se faz sentir... "Quem será a proxima pessoa do escritório a entrar na casa-de-banho? E saberá que fui eu que lá estive antes?"
De súbito sente-se a dor urgente que reclama atenção. Os passos são curtos mas apressados tentando imiscuir-se daquele apressar profissional que ecoa em todo o edificio. O olhar furtivo para os dois lados, "será que alguém me vai ver entrar para a casa-de-banho?"
O alívio sufocante, os sons que se tentam dissimular. Lá fora há os mesmos passos, os mesmos telefones que tocam. Talvez o mundo continue a girar igual lá fora. O escoamento! Finalmente! O cheiro habitual sobe e envolve, a cara é de um alívio sem precedentes. A água fria produz um choque, a cara continua relaxada. A porta. O trinco. Põe-se a máscara empedrada que reflecte um misto de pressa e preocupação, encarreira-se nos passos apressados e decididos e para trás fica o cheiro como testemunho do alívio de quem cagou e bem!
Agora, só uma dúvida substancial se faz sentir... "Quem será a proxima pessoa do escritório a entrar na casa-de-banho? E saberá que fui eu que lá estive antes?"
terça-feira, maio 02, 2006
quarta-feira, abril 26, 2006
Não sei se voltei
mas é verdade que estava a ficar com saudades disto. Andei por aí a cuscar uns blogs alheios e olha, deu-se-me a nostalgia. A verdade é que agora não me dá jeito nenhum ficar viciada nisto outra vez, já trabalho e tenho sempre mil e uma coisas para fazer... E se os meus patrões descobrem que ando por aqui a postar em vez de estar a trabalhar ainda... hum... ainda... me dão uma sova!! Népias, para quem ainda não sabe tive uma sorte descomunal e não podia tar melhor, mais contente, mais entusiasmada e a gostar mais disto do que o que estou.
E tem acontecido umas cenas engraçadas... quando puder conto-as. Por agora olhem... tou a meditar sobre o regresso ou nao. Para todos os efeitos, ainda não sei se voltei.
(E já agora... AMANHÃ FAÇO ANOS!!!)
E tem acontecido umas cenas engraçadas... quando puder conto-as. Por agora olhem... tou a meditar sobre o regresso ou nao. Para todos os efeitos, ainda não sei se voltei.
(E já agora... AMANHÃ FAÇO ANOS!!!)
quinta-feira, março 16, 2006
era uma vez
um barco carregado de ovelhas. As ovelhas estavam contentes e felizes, tinham emigrado de um continente árido e agreste e preparavam-se para chegar a espanha, clima ameno, boa qualidade de vida... parecia perfeito, um bom país para se viver. Contudo, assim que lá chegaram, em vez da espalhafatosa festa esperada foi a desilusão. Os espanhóis já tinham ovelhas que chegassem e estavam à espera de um animal mais excêntrico, mais exótico. Não gostaram portanto das ovelhas e recambiaram-nas de volta.
Pobres ovelhas tristes, tantos sonhos desfeitos, meteram-se de novo no barco e rumo a outro lado. Depois de uma reunião daquelas que duram horas e mais horas, depois de muitos cigarros fumados, discussões mais ou menos infrutíferas, lá decidiram rumar em direcção á austrália. O clima até era melhor e havia cangurus. Quem sabe se não surgiria uma nova espécie cruzada de ovelhas e cangurus? ovelharu. ou canguruvelha. Logo se veria. De novo o ânimo lhes corre pelas veias e ála que se faz tarde.
Chegadas á australia nova desilução. Ao invés de esbeltos e saltitantes cangurus, todos eles estavam velhos e gordos, em vez de bolsa marsupial havia uma bela barriguinha de cerveja e rapidamente perceberam que o clima ali era demais para o casaco de lã que as pobres ovelhas não conseguem despir com facilidade.
Nova volta atrás, nova reunião. Mais maços fumados, vozes levantadas, decisões indecisas e seria o brasil novo destino. Rumaram portanto em direcção ao Brasil mas antes de lá chegarem a narradora lembrou-se que este post é so para avisar que o blog vai ter uma interrupção e talvez siga dentro de momentos ou talvez não. Uma pausa agora oficial já que toda a gente já se deve ter dado conta que eu tenho andando mais por outras bandas do que pela blogosfera.
A todos um muito obrigado, um grande bem haja e até mais ler.
Pobres ovelhas tristes, tantos sonhos desfeitos, meteram-se de novo no barco e rumo a outro lado. Depois de uma reunião daquelas que duram horas e mais horas, depois de muitos cigarros fumados, discussões mais ou menos infrutíferas, lá decidiram rumar em direcção á austrália. O clima até era melhor e havia cangurus. Quem sabe se não surgiria uma nova espécie cruzada de ovelhas e cangurus? ovelharu. ou canguruvelha. Logo se veria. De novo o ânimo lhes corre pelas veias e ála que se faz tarde.
Chegadas á australia nova desilução. Ao invés de esbeltos e saltitantes cangurus, todos eles estavam velhos e gordos, em vez de bolsa marsupial havia uma bela barriguinha de cerveja e rapidamente perceberam que o clima ali era demais para o casaco de lã que as pobres ovelhas não conseguem despir com facilidade.
Nova volta atrás, nova reunião. Mais maços fumados, vozes levantadas, decisões indecisas e seria o brasil novo destino. Rumaram portanto em direcção ao Brasil mas antes de lá chegarem a narradora lembrou-se que este post é so para avisar que o blog vai ter uma interrupção e talvez siga dentro de momentos ou talvez não. Uma pausa agora oficial já que toda a gente já se deve ter dado conta que eu tenho andando mais por outras bandas do que pela blogosfera.
A todos um muito obrigado, um grande bem haja e até mais ler.
domingo, fevereiro 19, 2006
acabei de chegar do brasil
e eis que me deparo com um frio arrepiante, chuva, vento gelado que seca a pele da cara (e faz saltar o bronze muito mais depressa).
Portanto, tenho um plano. Unam-se a mim, vozes que tendes frio, gentes que tremeis! Acendei os aquecedores e deixai as janelas abertas, VAMOS AQUECER LISBOA!!
Portanto, tenho um plano. Unam-se a mim, vozes que tendes frio, gentes que tremeis! Acendei os aquecedores e deixai as janelas abertas, VAMOS AQUECER LISBOA!!
terça-feira, janeiro 31, 2006
os meus cães
atiraram-se violentamente a um saco de roupa e gostaram especialmente de um saquinho de alfazema. Pergunto-me, será que amanhã eles vão dar puns perfumados?
quinta-feira, janeiro 19, 2006
Primeira compra em Barcelona!
Estou muy contenta, já fui shopping por Barça. Tinha aqui uma coisa em mente, encontrei-a e superou as minhas expectativas. Consegui encontrar o que queria, com uma oferta, a bom preço, de boa qualidade, cores giras e formato ergonómico. A minha primeira compra em Barcelona, uma escova de dentes verde com oferta de uma pasta! Pois, esqueci-me da minha.
quarta-feira, janeiro 18, 2006
terça-feira, janeiro 17, 2006
quarta-feira, janeiro 11, 2006
Pedido de moblização:
Senhoras e senhores, amigos e desconhecidos, leitores, ouvintes, digestivos: Está na hora de acabarmos com a descriminação! Grito, temos que nos unir em prol de mais uma causa justa, em prol da igualdade de direitos, em prol da felicidade e da realização de todos os que ficam aquém de cumprir o seu destino, a sua tarefa, a razão da sua existência!!
Temos que tomar medidas gástricas!! SALVEMOS AS ANEDOTAS SECAS!!
Sim, são secas, mas não é por isso que deixam de ser anedotas!! Tem tanta razão de existir como as outras, a sua função é a mesma. Se são secas, cabe-nos a nós aceitá-las como são. Pela vida, por um mundo melhor, pela economia portuguesa até! Compre uma garrafa de àgua e conte uma anedota seca.
(P.S. - Só resulta pela economia se a Àgua for de marca nacional)
Temos que tomar medidas gástricas!! SALVEMOS AS ANEDOTAS SECAS!!
Sim, são secas, mas não é por isso que deixam de ser anedotas!! Tem tanta razão de existir como as outras, a sua função é a mesma. Se são secas, cabe-nos a nós aceitá-las como são. Pela vida, por um mundo melhor, pela economia portuguesa até! Compre uma garrafa de àgua e conte uma anedota seca.
(P.S. - Só resulta pela economia se a Àgua for de marca nacional)
domingo, janeiro 08, 2006
Eu acredito na honestidade e no diálogo.
As relações humanas são complicadas. Às vezes surgem mal-entendidos e ninguém sabe muito bem como. Muitas vezes para se deslindarem é uma carga de trabalhos, amizades saem desfeitas e namoros acabados. O pior é que, em alguns casos, a coisa poderia ter sido resolvida calmamente e a bem.
Por exemplo, eu tenho uma amiga que tinha um namorado. Ás tantas começou a desconfiar que ele a traía mas nunca foi capaz de lhe dizer nada. Guardou a desconfiança para ela, aquilo começou a crescer lá dentro, a remexer-lhe as entranhas, foi aumentando, aumentando, aumentando até que um dia as sobrancelhas lhe cairam. Assim, puf. E agora ela tem que as pintar com um lápis só que não tem muito jeito para desenho e então pinta-as sempre muito rectas só que inclinadas, primeiro perto do princípio do nariz e a acabar mais acima, tão a ver? Então parece que está sempre zangada. Outra parte má é que também não é fácil pintar as sobrancelhas todos os dias. Quando ela apanha chuva fica com um ar um bocado esquisito também.
É por isso que vos digo, em caso de dúvida, perguntem.
Por exemplo, eu tenho uma amiga que tinha um namorado. Ás tantas começou a desconfiar que ele a traía mas nunca foi capaz de lhe dizer nada. Guardou a desconfiança para ela, aquilo começou a crescer lá dentro, a remexer-lhe as entranhas, foi aumentando, aumentando, aumentando até que um dia as sobrancelhas lhe cairam. Assim, puf. E agora ela tem que as pintar com um lápis só que não tem muito jeito para desenho e então pinta-as sempre muito rectas só que inclinadas, primeiro perto do princípio do nariz e a acabar mais acima, tão a ver? Então parece que está sempre zangada. Outra parte má é que também não é fácil pintar as sobrancelhas todos os dias. Quando ela apanha chuva fica com um ar um bocado esquisito também.
É por isso que vos digo, em caso de dúvida, perguntem.
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