sexta-feira, fevereiro 16, 2007

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Referendo de dia 11 - Aborto, Sim ou Não?

5 de Fevereiro, Antena 1, tempo de antena sobre o aborto. 4 de Fevereiro, 24h00, discussão no bar sobre o aborto. Televisão, debate sobre o aborto. Em todo o lado se discute, argumenta e contra-argumenta e o referendo mais perto. Há gente que vai votar “Sim”, gente que vai votar “Não” numa pergunta que já foi dito e repetido, trapaceira.
Mas será que estamos a discutir o que realmente importa? Será que é este o momento para o fazer?


1 – a realidade social de Portugal – Estamos num país onde não se pode dizer que haja uma politica de prevenção e informação eficaz. Não me lembro de terem vindo ao meu encontro informações por meios institucionais acerca de métodos contraceptivos, acerca de doenças sexualmente transmissíveis, acerca do aborto. Lembro-me de ter falado destes assuntos em aulas de moral e desconfio (até pela abordagem) que a iniciativa partiu de quem tutelava essas mesmas aulas. Não me parece que haja, minimamente, uma política eficaz de esclarecimento, nem de acompanhamento, de informação, de prevenção, de alguma coisa. Parecia-me pertinente despender primeiro esforços e dinheiros nesse sentido antes de se avançar para um referendo sobre a liberalização do aborto (que, mascarado ou não, é isso que este é). Porque para haver direito à escolha de abortar, deveria haver primeiro direito de escolha de engravidar, em consciência das consequências reais que se podem correr.

2 – A falta de “escolha” para quem decide abortar – Apesar de o direito à escolha ser uma bandeira pelos argumentos a favor da liberalização do aborto. Ou seja, uma mulher (ou miúda) engravida sem querer. De repente vê-se numa situação que lhe parece um beco sem saída – seja porque não tem dinheiro, seja porque não tem condições, seja porque o parceiro a pressiona para não ter o filho. A quantas instituições de apoio pode recorrer? Se quisesse ter o filho desde que tivesse um bocadinho de ajuda, para onde se viraria? Desculpem-me a repetição mas parecia-me pertinente despender primeiro esforços e dinheiros nesse sentido antes de se avançar para um referendo sobre a liberalização do aborto. Este ponto vai desde o apoio financeiro (subsídios) ao psicológico, passa por instituições que possam dar abrigo a estas mães e aos seus filhos, passa por políticas de emprego para estes casos, passa por apoio de instituições infantis que abriguem os filhos na ausência das mães. Passa por um sem número de coisas que em Portugal ou não há, ou funcionam mal, ou há e não funcionam ou não chegam. (Aqui ainda poderia falar acerca da “modernidade” que o “Sim” pelo aborto tanto fala e das políticas de natalidade vigentes por essa Europa fora mas o artigo já vai extenso e ainda não vai a metade).

Depois de uma aposta séria, visível e eficaz, o número de abortos clandestinos decairia bastante. Mas até iria continuar a havê-los. Discutiríamos então a liberalização do aborto?

3 – Sistema Nacional de Saúde - Curiosamente, vivemos num país onde, até há bem pouco tempo, se falava e discutia acerca das enormes listas de espera em hospitais. Já não se tem falado muito neste assunto mas a questão não está resolvida. Ora, a intervenção médica para proceder à interrupção da gravidez, deverá ser feita em hospitais públicos, tendo um prazo de dez semanas. Temos condições de resposta para os casos que aparecerem? Se temos, há custa de mais espera de quem já desespera? Temos fechado maternidades e hospitais por falta de meios para os manter, apesar disso, temos capacidade de resposta para todas as mulheres que decidirem abortar até ao prazo legal estabelecido? Porque me parece que não temos portanto, desculpem-me a repetição, mas parecia-me pertinente despender primeiro esforços e dinheiros nesse sentido (agora, no sentido de melhorar a realidade do sistema de saúde) antes de se avançar para um referendo sobre a liberalização do aborto. Isto porque incorremos num outro perigo que é o facilitar a vida a quem já a tem facilitada e não ajudar a quem realmente recorre a abortos clandestinos. Ou seja, quem pode fazer uma viagem até Espanha deixa de a fazer e opta por um hospital nacional privado mas, se o sistema nacional de saúde não conseguir dar resposta aos outros casos, quem optaria por um aborto clandestino, quem realmente precisaria de apoio e de condições, vai continuar a recorrer à mesma via. Ora, para isso, se calhar não vale muito a pena.

Com um sistema de saúde eficaz, já poderíamos referendar a questão da liberalização do aborto? Já… desde que a questão fosse tratada honestamente.

4 – a pergunta: questão levantada (e bem devo dizê-lo) pelo Marcelo Rebelo de Sousa numa campanha chamada “Assim Não”. Votar pela despenalização significa não pôr a mulher que abortou num banco de réus, não significa a criação de meios e infra-estruturas facilitadoras de uma decisão tomada de ânimo mais ou menos leve (até porque ao fim e ao cabo ainda não ouvi muita gente falar de acompanhamento e informação).


5 - a infantilidade – na resposta do primeiro ministro. Um bocadinho ao género do Gato Fedorento, “ah e tal, ou é assim ou nada. Ou é como eu quero ou já não brinco mais”. Tem piada, pensava que a questão do aborto se prendia com necessidades sociais, com a realidade nacional, com a moralidade de todos e cada um – não é para isso que se está a fazer um referendo? Portanto, parece-me inacreditável esta posição. Inacreditável. Ainda mais sabendo que esta questão (a da despenalização independente da liberalização) já tinha sido levantada e o PS votou contra. Parece-me impensável e é-me incompreensível a recusa em mudar uma lei que tem que ser mudada, o facto de nenhuma mulher ter sido condenada é uma demonstração clara de que a lei não tem sido aplicada porque não vai de encontro com as necessidades e moralidade da sociedade.

Infelizmente estarei fora do País dia 11 mas, a votar, votaria em branco. Em jeito de conclusão sintética, não criámos condições alternativas à interrupção voluntária da gravidez e, enquanto não as criarmos, a liberalização do aborto vai ser um modo de taparmos lacunas em vez de as colmatarmos. E claro, não gosto de comprar gato por lebre, há politiquices que até se admitem, questões de marketing político que são mais ou menos indiferentes, mas esta questão é séria de mais para se tornar numa coisa desse género. Bem sei que não são soluções que se criem da noite para o dia e por não terem um efeito rápido não são passíveis de se tornarem bandeiras políticas mas se visse um esforço, por pequeno que fosse, sobre estas questões, já poderia pensar no assunto em si. A questão do aborto, para ser tratada, que seja bem feita. Estão em jogo vidas humanas!

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Procura-se Principe Encantado

Se bem que Principe que é principe vem vestido de branco tipo "ai não me toques que faz nódoa" e é chato porque não é o meu género.

Bolas.

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Chuva. Dança. Um de cada vez, um momento de cada vez. Cada um, como cada qual. Sabendo qual o caminho da vida, com certezas - concerteza. O momento, a ser saboreado. Sim, cada um sabendo o seu momento. Há tantas verdades quantas pessoas no mundo - mas isso é para não lembrar. Talvez, às vezes.

Hoje sim, Hoje não, dependendo do momento da pergunta, dependendo da resposta no momento: vida.

Hoje, igual a todos os dias. E tu, onde estás?

quarta-feira, janeiro 31, 2007

Caminha pela praia ao entardecer.

O sol punha-se, por cima do mar. Sentia a fina areia por baixo dos seus pés descalços, as ondas rugiam serenamente. Sempre lhe tinha sentido este efeito de calma, o mar. O cheiro, o sabor, o rugido. Em breve se acenderiam estrelas no firmamento e sentiria de novo quem era de verdade, de onde vinha, para onde ia.

Já se ia levantando uma brisa mais fresca. Então, tropeçou e ficou esparramada no chão.

(assim não dá pa se ter sentimento poético-filosóficos!)

sábado, janeiro 20, 2007

O salteador da arca frigorifica

Quase meia-noite: hora de acção. Um vulto prepara-se com extremoso cuidado. Os sapatos de borracha, inaudíveis. A gabardine preta, camuflagem nocturna. O gorro preto que segura e afasta a franja dos olhos, nada poderá falhar. A lanterna é segurada por uma mão não tão firme quanto o que seria de desejar mas é só uma questão de controlo.

Começa a saga, respira-se fundo, a hora urge, o tempo é agora. Passa a porta, quase que nem respira. Desce as escadas, estudou-as tempo suficiente para saber de cor quais os degraus que rangem. A mão nem toca no corrimão, nem é preciso. Já no hall não hesita, sente as faces afogueadas e a excitação de quem está prestes a alcançar o objectivo. Entra na cozinha, o percurso decorado. O frigorífico espera-o, impávido e branco, altivo e cru. Abre a porta, estalito característico das diferentes pressões, acende-se a luz de dentro. Suspende o tempo, suspende a respiração, será que alguém ouviu? Parece-lhe que não, agarra o iogurte líquido, já nada poderá falhar agora...

- ANTÓNIO!! O que tás a fazer na cozinha a esta hora?
- Vim comer um iogurte.
- Mas porque não mo pediste filho? Eu comprei-os para ti!
- Oh mãe... porque eu gosto de viver no perigo!

segunda-feira, janeiro 15, 2007

"Desempregada" procura Férias

Despedi-me. Tou desempregada. Ou melhor, decidi tirar férias.

A minha agenda:
2ª feira - Almoçar com a Ana que faz anos. Ir para casa. Esperar que sejam horas de jantar. Arranjar-me. Ir jantar com a Ana que faz anos.

3ª Feira - Almoçar com alguém a definir. Ir ajudar o Homem da Faina a escolher um smoking. Gozar com ele. Jantar com alguém.

4ª Feira - Comprar sugos. Não como sugos há imenso tempo. Oferecer um sugo a alguém.

5ª Feira - A definir melhor. Para já o plano é fazer qualquer coisa com alguém.

6ª Feira - Fazer qualquer coisa de (in)útil.

Sábado e Domingo - Gozar o fim-de-semana e descansar da semana atribulada.

2ª Feira - Ir a Idanha-a-Nova passar o dia para ajudar uma amiga a tratar de uns assuntos lá.

3ª Feira - Ir para Elvas.

4ª Feira - Estar em Elvas.

5ª Feira - Fartar-me de Elvas e desta vida de pária.

6ª Feira - Começar a bater com a cabeça nas paredes.

Sábado e Domingo - Gozar o fim de semana em Elvas, descansar e repôr forças.

2ª Feira - Começar a tentar arranjar uma vida.

sábado, janeiro 13, 2007

À procura do ser

Sentava-se perto da janela, olhando para a vida que passava lá fora e perdendo a loção do tempo. Há muito que tinha descartado questões e dúvidas, assuntos que estavam na sua mente mortos e emperrados. Contudo ressurgiam agora com nova força, tal como no filme da bela e da esfera, sentia-se perante uma encruzilhada. Sabia de cor as frases comuns - que depois da tempestade vem sempre a poupança, que quem espera sempre fica com dores no rabo de estar sentado, etc. Contava-se a si propria a história da gata borracheira ansiando o seu final feliz e o que está por detrás dele. Sentia-se com uma paciência de fanta mas, acima de tudo, não queria ser apanhada com a boca na botina. E esperava mas com um sorriso nos lábios, sorriso de quem sabe ter ainda uma carta na tanga. No fundo sabia-se livre e desentupida, sabia-se capaz e com vontade de gritar ao mundo para não aceitarem limitações suas porque só ela era a verdadeira.

Ainda assim precisava de alguma coisa a que se agarrar, alguma coisa que fosse o ar que ela transpirava. Não havia nada agora, nenhuma enorme desilusão, que a pudesse deixar em estado de shopping. Estado de shopping, quando uma pessoa tem uma enorme recepção, um esgoto proundo... não, isso não era para ela agora. Sentia-se uma cobra prima ou mesmo uma mula inspiradora, uma verdadeira Monga Lisa ou uma Vénus Mamilo.

No entanto sabia que os 3 formavam um rectângulo amoroso e era mais do que hora de solucionarem o insolucionável. Afinal, umbigos umbigos, negócios àparte. Não havia nada a temer, afinal quem não deve não treme. "O momento é este" pensava. Mas não saiu do pé da janela e ele passou - tal qual o filme, "E tudo com o vento abalou".

sexta-feira, janeiro 12, 2007

conversas

Mas vais ou ficas?

Vou.. Mas sabes como é, o bom filho à casa entorna.

E depois?

Depois ainda não sei, alguns planos, algumas hipóteses...

Tu vê lá isso que mais vale um pássaro na mão do que dois a cagar-te no cucuruto.

Sim, sem dúvida. Mas já pensaste na sorte que temos? Afinal, as vacas não têm asas.

quinta-feira, janeiro 11, 2007

... E que o valor das promessas não reside na garantia de serem cumpridas mas simplesmente na manifestação de quem as faz sentir realmente o que diz e ter essa intenção...

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Podia ser uma lição de moral

mas gosto mais de lhe chamar uma "pérola". Leiam-na, guardem-na e conservem-na para quando precisarem.

Em matérias de importância, conta mais onde se investiu mais. Em tempo, em carinho, em atenção.

Porque o sistema capitalista é a sociedade onde estamos inseridos e, quer queiramos ou nao, isso reflecte-se em todo o lado.

sexta-feira, dezembro 15, 2006

20 mil éguas submarinas

Há uma hora certa que começou a sair gente para a rua. Há uma hora certa que olhas a janela e te recusas a abandonar o quentinho dos cobertores.

5 mil éguas.

Há uma hora certa que a rua fervilha de gentes aos encontrões em outras gentes - metros, autocarros, cafés, conversas, dentes brancos sorridentes, caras cinzentas e fechadas, correrias, atrasos.

10 mil éguas.

Mais tempo, mais gente, mais corrida. Gente que se encontra e se cumprimenta, gente que se desencontra e que não tenta, gente que tenta, desatenta.

15 mil éguas.

Um mundo que gira cheio de gente gira que suspira, que atira ao calhas, tu que falhas ou não falhas, tu que sentes, que te mentes, que desatinas, atas e desatas, tu que estás sem estar.

20 mil éguas.

Afinal, o que te falta?

Súfocas, súbmerges, súbmarinas?

terça-feira, dezembro 12, 2006

A verdadeira (e trágica) História da CaroCinha e do João Ratão

Era uma vez uma Carochinha de longos cabelos loiros, fruto das madeixas em voga apesar de contrastantes com as sobrancelhas pretas, e compridas unhas arranjadas, daquelas com desenhos de flores e até um "piercing" no indicador da mão esquerda. Andava na casa dos vintes a nossa Carochinha, de revista cor-de-rosa debaixo do braço a caminho da Universidade Religiosa lá do sítio, reconhecida internacionalmente pelo seu prestígio em educação e nacionalmente pelas meninas do género CaroCinha Quintaleco que por lá debutavam.

Ora a nossa CaroCinha, menina polida e bem encabelada pela ajuda das extensões de cabelo natural, não tinha muitas preocupações na sua vida. Quer dizer, até tinha algumas arrelias que tomavam porporções pérfidas na sua artificialmente dourada cabecinha mas, em termos de vida, a coisa até estava bem planeada. Tinha nascido para o sucesso a CaroCinha. Os pais, senhores educados e cultos, haviam-se esmerado por uma educação cheia de princípios e méritos. E mérito não faltava à CaroCinha, tinha até dois - um belo par de méritos - se me faço entender. Esse par de méritos sempre a havia levado pela vida como que flutuando num balão de ar quente (ou quiçá dois!) tranquilamente esvoaçando por cima de dores de cabeça comuns. Assim, estava a nossa CaroCinha prestes a terminar o curso com uma média invejável. E o futuro, que a Deus pertencia, avizinhava-se trazedor de inúmeras e felizes peripécias, todas cor-de-rosa e com cheiro a Grannel Nº5.

Uma dúvida assolava no entanto a cintilante cabeça de CaroCinha: quem iria ser o seu iate do amor, fonte de inesgotável carinhos com a forma de diamantes, parceiro na saúde e na doença tratada nos melhores hospitais, o seu fiel acompanhante contra todas as vicissitudes da vida que por vezes assumem formas verdadeiramente atrozes de porteiros ignorantes que ocasionalmente a barravam à porta das únicas discotecas onde valia a pena entrar? Porque amante-amante ela até já tinha mas o motorista só servia mesmo para as quecas e vamos ser realistas, "amor e uma cabana nem à canzana".

Logo, haveria que arranjar esbelto princípe que a ajudasse com o futuro. Resumidamente, apareceu o otário do Johnny Rater que até era endinheirado apesar de esbelto princípe não ter mais nada e o motorista não se aguentou com os ciúmes. Felizmente já se tinha assinado tudo o que é papelada de comunhão de bens e afins.

Mais uma vez, Taparuere em serviço público de trazer a verdade dos factos a quem deles quer saber!

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Recuperações (Agosto 2005)

Divagações.

Olhava em frente, fixa num qualquer ponto indeterminado. Cliché, não, não é isto que quero. Mas é mais facil assim, esperem só um bocadinho.

(respiro fundo)


A cabeça inclinada sobre um guardanapo de papel onde escrevia fervorosamente. (Fervorosamente... existe? É assim? Palavra feia). A imperial à sua frente ia morrendo, lentamente. A caneta seguia o seu caminho, determinada (gosto!) num papel demasiado fininho para o fervor. Fininho e pequeno, acabou-se. Dobrou-o em quatro depois de ter posto a tampa na caneta e meteu-o no bolso. Agarrou a imperial mas não lhe sentiu o fresco e olhou longamente em volta. A esplanada cheia, entardeceres de verão. (Está a melhorar, mas agora estou a fugir do assunto que me interessa. argh.)

As pessoas em seu redor, estava demasiado longe das suas gentes para ter ali alguém conhecido. E no entanto os rostos não lhe eram estranhos, as vestes, os estilos. Os gestos. As pessoas, na procura da unicidade individual (sim, gosto de redundâncias) será que nos damos conta de que somos mesmo todos iguais? Quer dizer, uma esplanada num entardecer de verão tem rostos parecidos em vestes iguais com gestos repetidos. (Ok, não era por aqui que eu queria ir, não era nada disto que eu queria dizer. Ainda se dá a volta, esperem lá).

De facto as pessoas agarram-se às convicções que criam e mais nada. O papel ficou guardado, duas frases que ressoam: "Em matéria religiosa, não acredita quem quer, acredita quem pode"; "Cria uma reputação confortável e mantém-te nela".

Há coisas que fazem tanto sentido que de repente não fazem sentido nenhum. São daquelas coisas que se acredita mas de que se duvida. Por vontade de duvidar, por necessidade de acreditar.

Pede a conta e paga, a mala ao ombro e a chave do carro na mão. É hora de mudar de poiso, mudar de esplanada. Para outra qualquer igual a esta.

(Não era bem isto não... paciência!)

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Os Dias e as Noites (ou as noites nos dias)

Já foi muita coisa sim, menos do que a que há-de vir mas que não sabemos o que é.

Pelo meio muda-se, transforma-se, evolui-se. Em todo o lado, por todos os lados agora, somos postos em cheque. Enconstam-nos à parede, procuram ver de que fibra somos, procuramos responder da forma que achamos e descobrimos que afinal não era bem aquilo.

Um bocadinho de medo, um bocadinho de angústia, um bocadinho de excitação, completamente perdidos à procura de um refúgio ou de uma pausa - mas a corrida ainda agora está a começar.

Por todo o lado procuramos defesas: porque está dificil para todos, porque nunca houve nenhuma geração que tivesse que superar tanto e provar tanta coisa ao mesmo tempo, porque poderia estar pior, olha este e aquele e o outro... E é verdade, é tudo verdade, mas justificar não chega para podermos cruzar os braços e ficar a olhar.

Por outra via, também nunca houve tanta hipótese de escolha e tanta consciência do que somos, do que queremos ser e dos porquês...

E a corrida ainda agora começou. Vamos lá minha gente, que nos enconstem facas à garganta e nos questionem a fibra, que nos provem mil vezes que estamos errados e que (ainda) não somos aquilo que queremos. É para isso que estamos aqui, é por isso que vamos crescer mais e ser melhores do que todos os outros.

(Para toda a minha gente da UCP e o resto da minha gente out-UCP mas com o diploma nas mãos e a olhar para ele com ar interrogativo)

quarta-feira, novembro 15, 2006