sexta-feira, maio 11, 2007

tou doente

mesmo mal. toda eu sou uma congestão só, do congestionada que estou. Acho mesmo que é desta que me fino minha gente... o meu nariz está praticamente em ferida de tanto me assoar, a cabeça pesada...

preciso de mimos e cházinhos e canjinhas...

tou de beicinho mesmo. De beicinho constipado, entre espirros.

:(

sexta-feira, abril 20, 2007

Chuva em Lisboa

Quando chove aqui a cidade fica um caos pandemoníaco mas, uma das razões pela qual gosto desta terra de ninguém e de toda a gente é que, quando chove, nunca sou a única maluca sem guarda-chuva nem casaco a saltitar entre e por debaixo de vários toldos e varandas. E depois, aparece sempre alguém que me dá boleia por um bocadinho, enquanto o caminho é o mesmo.

quinta-feira, abril 19, 2007

Há dias e dias e depois há outros dias ainda que não são iguais a estes sem serem lá muito diferentes. E depois ainda há os dias que entram por outros dias adentro e já não sei se hoje é o dia de ontem se foi o dia de amanhã ou se vai ser o de hoje mesmo.

Há dias assim mas nos últimos dias todos os meus dias têm sido um dia diante doutros dias e perdido das diárias que eram as minhas.

É o que dá misturar os dias da gente com os das outras gentes que se nos aparecem à frente.

Gosto, deste dia assim.

sexta-feira, abril 13, 2007

novo trabalho...

wow!!

aqui as guias dos correios fazem-se num programa de pc que manda imprimir o formulário oficial, depois a gente carimba e o papel que sai que é todo xpto e rubrica-se em cima!!! tou no auge!! a lúcia - minha paciente coleguinha! - deixou-me fazê-lo, e carimbar e rubricar e tudo!!!!

WOW!!! Isto é muito cromo!!

quarta-feira, abril 11, 2007

quinta-feira, março 22, 2007

pensamentos soltos de desempregada

Dizem por aí que quem tem boca vai a roma... ora o meu fogão tem 4 bocas e felizmente nunca saiu do sítio. (Acho eu, agora que penso nisso, nãoé dificil ele dar de frosques e eu não reparar...) É melhor ir ver, caso ele tenha fugido a minha mãe é capaz de apanhar um esgoto profundo.

domingo, março 18, 2007

Nicks do MSN

Há de tudo: recadinhos, avisos, piadinhas, piadetes, piadolas, frases bonitas...

Chato chato é pôr só uma frasesinha pindérica num dia mais lamechas e ter o pessoal todo a meter conversa e a perguntar que se passa e a fazer analogias... bla bla bla.

E depois há dias maus em que não sabemos que nick usar. Parece que nenhum nos serve: uns tão curtos, outros largos, outros não têm nada de mal mas não nos sentimos confortáveis com eles nesse dia... uma chatice esses dias.

"Oh Mãe..!!! Não sei que nick usar hoje!! Precisamos ir às compras mãe, não tenho nenhum nick bom para pôr..."

quinta-feira, março 15, 2007

sábado, março 10, 2007

nova concepção de "taparueres"..

http://www.youtube.com/watch?v=Z00zUJrtRyA

errr.. n sei se gosto... enfim, espreitem. Não são esses os taparueres que aqui se usam e abusam e se vendem e se escrevem e se lêem.. mas espreitem.. ;)

A história da Cinderela

Era uma vez a pobre Cinderela. Vivia só com a sua madrasta, após a morte de seu pai devido a uma insuspeita cirrose. Sua mãe havia muito que tinha dado às botas: casara-se com o pai da Cindy num lindo dia de sol, sob céu azul e uma tenda hi-tech num chik monte alentejano havia já 20 anos. A Cindy cumpria agora 21 dado a mãe ter casado já prenha tendo sido esta a maneira mais eficaz de agarrar o pai da Cindy, esbelto e rico moço abastado de boas famílias. Foi preciso chegar à meia idade para a senhora descobrir que dinheiro e diamantes trazem sorrisos mas não felicidade, que vida social reguerada traz críticas daqueles que nunca a havia visto como igual. Foi preciso chegar à meia idade para a mãe da Cindy fugir com o jardineiro em busca do verdadeiro amor, que jamais encontraria uma vez que o jardineiro andava de olho nos diamantes trazidos à socapa durante a fuga. Mas isso é outra história, neste temos apenas a pobre e infeliz Cindy que vivia com a sua madrasta, segundo casamento do pai. Já trazia filhas, estudantes, responsáveis e desejosas de vingar no mundo do trabalho. Nem sequer sabiam os sitios "ziros" para se sair à noite, desconheciam completamente os meios de gente "zira" onde a Cindy habilmente rodopiava em vestido de noite e nem sequer tinham um "pefume peferido"...

Ora a vil e malvada madrasta tinha a mania de obrigar a pobre e infeliz Cindy a estudar. E as suas filhas sublinhavam entusiasmadas tudo o que lhe dizia. E dizia-lhe "minha querida, o teu pai tudo gastou em jogo e bebida, nada te resta senão dívidas para pagar. Vivemos ainda de aparências mas os senhores do banco já andam de nariz torcido. Terás que lutar nobremente pela tua sobrevivência através do mérito da tua inteligência e capacidade profissional.".

Ora a Cindy não curtia. Era mais uma miúda de borgas chik's em discotecas fashion, com marcas em vez de roupa, com amigas igualmente interessadas na verdadeira essência de cada pessoa: o apelido. E a madrasta seguia com o seu discurso que, de tanto liberal de direita a Cindy já ouvia um estranho e retorcido intelectualismo de esquerda. Não era essa a vida que a Cindy aspirava! Não era esse o sonho que ela perseguia!

Revoltada suspirava a Cindy, apenas compreendida em algumas conversas com a sua mais-que-tudo e confidente: a repórter da revista "Life is Rose".

Um dia no entanto, surgiu-lhe a salvação. Eis que a Cindy conhece um gentil e apraz rapazinho. Chamavam-lhe nerd as amigas, era caixa de óculos na verdade. Mas que interessava a aparência se o ilustre luzia um importante nome estrangeiro que detinha as mais importantes holdings nacionais?

Foi numa noite estrelada que a Cindy e o ingénuo se enrolaram num fashion quarto de hotel de 5 estrelas para se casarem apressados de "tanto amor" no mês seguinte, precisamente 8 meses antes de nascer a filha prematura do feliz e jovem casal.

quarta-feira, março 07, 2007

Sinceridade

Eu aqui ando como quem passeia por uma cidade a primeira vez. Vejo rostos (des)conhecidos, (re)conheço lugares e cheiros, e sinto sobretudo que, talvez por nunca ter estado demasiado tempo no mesmo sítio, aqui pertenço sem que este seja o meu lugar.

Anseio por voos mais altos mas temo que o salto não chegue.

"basicamente" é isto. E uma vontade grande de não desiludir quem acredita em mim. Porque quero acreditar que são esses quem sabe onde é o meu lugar.

(humor àparte, mas ele volta. em breve. espero... que este é um blog de humor carago!.. e isto só pode ser das músicas "corta-pulsos" que ando a ouvir.)

segunda-feira, março 05, 2007

Uma cidade inventada pelos passos dados de mãos apertadas. O anúncio de todas as potencialidades não cumpridas e um rio ao fundo onde há barcos que são peixes. Um corpo que desliza por uma parede branca até assentar no fundo. Se chamasses as coisas em voz alta elas entravam-te pela janela, é melhor o silêncio branco.

Ao menos aprendeu-se que as ausências podem ser eternas, se não houver regresso também ninguém te a pode roubar. Será que isso serve para se continuar a inventar a cidade?

"Maria Lisboa"


No antigo rockline, dps fama (epah, n sei se tá melhor se tá pior, nunca lá tinha ido, eu não sou de cá remember?... sei que tá francamente bom). A música é extremamente dançável - um ponto a favor. O ambiente tá giro... desconfio que se me quiserem encontrar à noite nos próximos dias you can meet me there.

aconselho pois.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Referendo de dia 11 - Aborto, Sim ou Não?

5 de Fevereiro, Antena 1, tempo de antena sobre o aborto. 4 de Fevereiro, 24h00, discussão no bar sobre o aborto. Televisão, debate sobre o aborto. Em todo o lado se discute, argumenta e contra-argumenta e o referendo mais perto. Há gente que vai votar “Sim”, gente que vai votar “Não” numa pergunta que já foi dito e repetido, trapaceira.
Mas será que estamos a discutir o que realmente importa? Será que é este o momento para o fazer?


1 – a realidade social de Portugal – Estamos num país onde não se pode dizer que haja uma politica de prevenção e informação eficaz. Não me lembro de terem vindo ao meu encontro informações por meios institucionais acerca de métodos contraceptivos, acerca de doenças sexualmente transmissíveis, acerca do aborto. Lembro-me de ter falado destes assuntos em aulas de moral e desconfio (até pela abordagem) que a iniciativa partiu de quem tutelava essas mesmas aulas. Não me parece que haja, minimamente, uma política eficaz de esclarecimento, nem de acompanhamento, de informação, de prevenção, de alguma coisa. Parecia-me pertinente despender primeiro esforços e dinheiros nesse sentido antes de se avançar para um referendo sobre a liberalização do aborto (que, mascarado ou não, é isso que este é). Porque para haver direito à escolha de abortar, deveria haver primeiro direito de escolha de engravidar, em consciência das consequências reais que se podem correr.

2 – A falta de “escolha” para quem decide abortar – Apesar de o direito à escolha ser uma bandeira pelos argumentos a favor da liberalização do aborto. Ou seja, uma mulher (ou miúda) engravida sem querer. De repente vê-se numa situação que lhe parece um beco sem saída – seja porque não tem dinheiro, seja porque não tem condições, seja porque o parceiro a pressiona para não ter o filho. A quantas instituições de apoio pode recorrer? Se quisesse ter o filho desde que tivesse um bocadinho de ajuda, para onde se viraria? Desculpem-me a repetição mas parecia-me pertinente despender primeiro esforços e dinheiros nesse sentido antes de se avançar para um referendo sobre a liberalização do aborto. Este ponto vai desde o apoio financeiro (subsídios) ao psicológico, passa por instituições que possam dar abrigo a estas mães e aos seus filhos, passa por políticas de emprego para estes casos, passa por apoio de instituições infantis que abriguem os filhos na ausência das mães. Passa por um sem número de coisas que em Portugal ou não há, ou funcionam mal, ou há e não funcionam ou não chegam. (Aqui ainda poderia falar acerca da “modernidade” que o “Sim” pelo aborto tanto fala e das políticas de natalidade vigentes por essa Europa fora mas o artigo já vai extenso e ainda não vai a metade).

Depois de uma aposta séria, visível e eficaz, o número de abortos clandestinos decairia bastante. Mas até iria continuar a havê-los. Discutiríamos então a liberalização do aborto?

3 – Sistema Nacional de Saúde - Curiosamente, vivemos num país onde, até há bem pouco tempo, se falava e discutia acerca das enormes listas de espera em hospitais. Já não se tem falado muito neste assunto mas a questão não está resolvida. Ora, a intervenção médica para proceder à interrupção da gravidez, deverá ser feita em hospitais públicos, tendo um prazo de dez semanas. Temos condições de resposta para os casos que aparecerem? Se temos, há custa de mais espera de quem já desespera? Temos fechado maternidades e hospitais por falta de meios para os manter, apesar disso, temos capacidade de resposta para todas as mulheres que decidirem abortar até ao prazo legal estabelecido? Porque me parece que não temos portanto, desculpem-me a repetição, mas parecia-me pertinente despender primeiro esforços e dinheiros nesse sentido (agora, no sentido de melhorar a realidade do sistema de saúde) antes de se avançar para um referendo sobre a liberalização do aborto. Isto porque incorremos num outro perigo que é o facilitar a vida a quem já a tem facilitada e não ajudar a quem realmente recorre a abortos clandestinos. Ou seja, quem pode fazer uma viagem até Espanha deixa de a fazer e opta por um hospital nacional privado mas, se o sistema nacional de saúde não conseguir dar resposta aos outros casos, quem optaria por um aborto clandestino, quem realmente precisaria de apoio e de condições, vai continuar a recorrer à mesma via. Ora, para isso, se calhar não vale muito a pena.

Com um sistema de saúde eficaz, já poderíamos referendar a questão da liberalização do aborto? Já… desde que a questão fosse tratada honestamente.

4 – a pergunta: questão levantada (e bem devo dizê-lo) pelo Marcelo Rebelo de Sousa numa campanha chamada “Assim Não”. Votar pela despenalização significa não pôr a mulher que abortou num banco de réus, não significa a criação de meios e infra-estruturas facilitadoras de uma decisão tomada de ânimo mais ou menos leve (até porque ao fim e ao cabo ainda não ouvi muita gente falar de acompanhamento e informação).


5 - a infantilidade – na resposta do primeiro ministro. Um bocadinho ao género do Gato Fedorento, “ah e tal, ou é assim ou nada. Ou é como eu quero ou já não brinco mais”. Tem piada, pensava que a questão do aborto se prendia com necessidades sociais, com a realidade nacional, com a moralidade de todos e cada um – não é para isso que se está a fazer um referendo? Portanto, parece-me inacreditável esta posição. Inacreditável. Ainda mais sabendo que esta questão (a da despenalização independente da liberalização) já tinha sido levantada e o PS votou contra. Parece-me impensável e é-me incompreensível a recusa em mudar uma lei que tem que ser mudada, o facto de nenhuma mulher ter sido condenada é uma demonstração clara de que a lei não tem sido aplicada porque não vai de encontro com as necessidades e moralidade da sociedade.

Infelizmente estarei fora do País dia 11 mas, a votar, votaria em branco. Em jeito de conclusão sintética, não criámos condições alternativas à interrupção voluntária da gravidez e, enquanto não as criarmos, a liberalização do aborto vai ser um modo de taparmos lacunas em vez de as colmatarmos. E claro, não gosto de comprar gato por lebre, há politiquices que até se admitem, questões de marketing político que são mais ou menos indiferentes, mas esta questão é séria de mais para se tornar numa coisa desse género. Bem sei que não são soluções que se criem da noite para o dia e por não terem um efeito rápido não são passíveis de se tornarem bandeiras políticas mas se visse um esforço, por pequeno que fosse, sobre estas questões, já poderia pensar no assunto em si. A questão do aborto, para ser tratada, que seja bem feita. Estão em jogo vidas humanas!

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Procura-se Principe Encantado

Se bem que Principe que é principe vem vestido de branco tipo "ai não me toques que faz nódoa" e é chato porque não é o meu género.

Bolas.

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Chuva. Dança. Um de cada vez, um momento de cada vez. Cada um, como cada qual. Sabendo qual o caminho da vida, com certezas - concerteza. O momento, a ser saboreado. Sim, cada um sabendo o seu momento. Há tantas verdades quantas pessoas no mundo - mas isso é para não lembrar. Talvez, às vezes.

Hoje sim, Hoje não, dependendo do momento da pergunta, dependendo da resposta no momento: vida.

Hoje, igual a todos os dias. E tu, onde estás?

quarta-feira, janeiro 31, 2007

Caminha pela praia ao entardecer.

O sol punha-se, por cima do mar. Sentia a fina areia por baixo dos seus pés descalços, as ondas rugiam serenamente. Sempre lhe tinha sentido este efeito de calma, o mar. O cheiro, o sabor, o rugido. Em breve se acenderiam estrelas no firmamento e sentiria de novo quem era de verdade, de onde vinha, para onde ia.

Já se ia levantando uma brisa mais fresca. Então, tropeçou e ficou esparramada no chão.

(assim não dá pa se ter sentimento poético-filosóficos!)