sábado, junho 09, 2007

Drawing Hands


03.04.07 - 144/365: Drawing Hands
Originally uploaded by d.rex



Acredito que cabe a cada um fazer-se à sua medida e maneira, entre o que queremos e o que conseguimos, desenhando a par e passo um caminho que decidimos entre escolhas e acasos, que nos sai das entranhas a ferro e fogo. Só assim saberemos, ao chegar a algum lugar, quem somos e do que somos feitos.

Mesmo que às vezes custe, mesmo que às vezes nos sintamos perdidos, mesmo que às vezes escolhamos parar por um momento para chegar mais longe.

"Mas lá ao fundo, sozinho, longe do barco e da costa, Fernão Capelo Gaivota treinava. A trinta metros da superfície azul brilhante, baixou os seus pés com membranas, levantou o bico e tentou a todo custo manter suas asas numa dolorosa curva. A curva fazia com que voasse devagar, e então sua velocidade diminuiu até que o vento não fosse mais que um ligeiro sopro, e o oceano como que tivesse parado, abaixo dele. Cerrou os olhos para se concentrar melhor, susteve a respiração e forçou ... só ... mais ... um ... centímetro ... de ... curva ... Mas as penas levantaram-se em turbilhão, atrapalhou-se e caiu.

Como se sabe, as gaivotas nunca se atrapalham, nunca caem. Atrapalhar-se no ar é para elas desgraça e desonra.

Mas Fernão Capelo Gaivota - sem se envergonhar, abrindo outra vez as asas naquela trêmula e difícil curva, parando, parando ... e atrapalhando-se outra vez! - não era um pássaro vulgar.

A maior parte das gaivotas não se preocupa em aprender mais do que os simples fatos do vôo - como ir da costa à comida e voltar. Para a maioria, o importante não é voar, mas comer. Para esta gaivota, contudo, o importante não era comer, mas voar. Antes de tudo o mais, Fernão Capelo Gaivota adorava voar ...

"Fernão Capelo Gaivota" de Richard Bach"


Foto tirada do FlickR

sexta-feira, junho 01, 2007

Sinais do Tempo

Hoje é dia da Criança. Hoje não cravei um gelado extra aos meus pais, não recebi balões nem rebuçados na rua, ninguém se meteu comigo para me desejar um bom dia da criança.

Em vez disso, assinei contrato.

Suponho que isto quererá dizer qualquer coisa, não?

quinta-feira, maio 31, 2007

pérolas...

Esta noticia saiu num jornal diário angolano...


"... o maior desastre aéreo de todos os tempos aconteceu ontem à noite em Angola: Segundo o mesmo jornal caiu ontem um avião de dois lugares sobre um cemitério de Luanda. Durante a noite foram encontrados 970 corpos, mas as equipas de socorro suspeitam que haja mais."





segunda-feira, maio 28, 2007

Frase do dia

"Quando um prazer está sempre acessível, não há oportunidade de digerir a emoção. A saudade, em doses ligeiras, tempera o prazer."




sábado, maio 26, 2007


Há sempre escolhas e oportunidades aproveitadas, desperdiçadas, às vezes nem se dá por elas, outras dá-se e simplesmente não se agarram, seja pelo motivo que for.

Nunca se sabe onde se vai dar, tem-se o desejo de chegar a algum lado, é tudo. O resto, metade faz a vida, metade fazemos nós.

Não sei onde vamos dar, sei onde quero ir mas tá complicado tá.




(foto tirada de algures, não me lembro de onde)

sexta-feira, maio 11, 2007

tou doente

mesmo mal. toda eu sou uma congestão só, do congestionada que estou. Acho mesmo que é desta que me fino minha gente... o meu nariz está praticamente em ferida de tanto me assoar, a cabeça pesada...

preciso de mimos e cházinhos e canjinhas...

tou de beicinho mesmo. De beicinho constipado, entre espirros.

:(

sexta-feira, abril 20, 2007

Chuva em Lisboa

Quando chove aqui a cidade fica um caos pandemoníaco mas, uma das razões pela qual gosto desta terra de ninguém e de toda a gente é que, quando chove, nunca sou a única maluca sem guarda-chuva nem casaco a saltitar entre e por debaixo de vários toldos e varandas. E depois, aparece sempre alguém que me dá boleia por um bocadinho, enquanto o caminho é o mesmo.

quinta-feira, abril 19, 2007

Há dias e dias e depois há outros dias ainda que não são iguais a estes sem serem lá muito diferentes. E depois ainda há os dias que entram por outros dias adentro e já não sei se hoje é o dia de ontem se foi o dia de amanhã ou se vai ser o de hoje mesmo.

Há dias assim mas nos últimos dias todos os meus dias têm sido um dia diante doutros dias e perdido das diárias que eram as minhas.

É o que dá misturar os dias da gente com os das outras gentes que se nos aparecem à frente.

Gosto, deste dia assim.

sexta-feira, abril 13, 2007

novo trabalho...

wow!!

aqui as guias dos correios fazem-se num programa de pc que manda imprimir o formulário oficial, depois a gente carimba e o papel que sai que é todo xpto e rubrica-se em cima!!! tou no auge!! a lúcia - minha paciente coleguinha! - deixou-me fazê-lo, e carimbar e rubricar e tudo!!!!

WOW!!! Isto é muito cromo!!

quarta-feira, abril 11, 2007

quinta-feira, março 22, 2007

pensamentos soltos de desempregada

Dizem por aí que quem tem boca vai a roma... ora o meu fogão tem 4 bocas e felizmente nunca saiu do sítio. (Acho eu, agora que penso nisso, nãoé dificil ele dar de frosques e eu não reparar...) É melhor ir ver, caso ele tenha fugido a minha mãe é capaz de apanhar um esgoto profundo.

domingo, março 18, 2007

Nicks do MSN

Há de tudo: recadinhos, avisos, piadinhas, piadetes, piadolas, frases bonitas...

Chato chato é pôr só uma frasesinha pindérica num dia mais lamechas e ter o pessoal todo a meter conversa e a perguntar que se passa e a fazer analogias... bla bla bla.

E depois há dias maus em que não sabemos que nick usar. Parece que nenhum nos serve: uns tão curtos, outros largos, outros não têm nada de mal mas não nos sentimos confortáveis com eles nesse dia... uma chatice esses dias.

"Oh Mãe..!!! Não sei que nick usar hoje!! Precisamos ir às compras mãe, não tenho nenhum nick bom para pôr..."

quinta-feira, março 15, 2007

sábado, março 10, 2007

nova concepção de "taparueres"..

http://www.youtube.com/watch?v=Z00zUJrtRyA

errr.. n sei se gosto... enfim, espreitem. Não são esses os taparueres que aqui se usam e abusam e se vendem e se escrevem e se lêem.. mas espreitem.. ;)

A história da Cinderela

Era uma vez a pobre Cinderela. Vivia só com a sua madrasta, após a morte de seu pai devido a uma insuspeita cirrose. Sua mãe havia muito que tinha dado às botas: casara-se com o pai da Cindy num lindo dia de sol, sob céu azul e uma tenda hi-tech num chik monte alentejano havia já 20 anos. A Cindy cumpria agora 21 dado a mãe ter casado já prenha tendo sido esta a maneira mais eficaz de agarrar o pai da Cindy, esbelto e rico moço abastado de boas famílias. Foi preciso chegar à meia idade para a senhora descobrir que dinheiro e diamantes trazem sorrisos mas não felicidade, que vida social reguerada traz críticas daqueles que nunca a havia visto como igual. Foi preciso chegar à meia idade para a mãe da Cindy fugir com o jardineiro em busca do verdadeiro amor, que jamais encontraria uma vez que o jardineiro andava de olho nos diamantes trazidos à socapa durante a fuga. Mas isso é outra história, neste temos apenas a pobre e infeliz Cindy que vivia com a sua madrasta, segundo casamento do pai. Já trazia filhas, estudantes, responsáveis e desejosas de vingar no mundo do trabalho. Nem sequer sabiam os sitios "ziros" para se sair à noite, desconheciam completamente os meios de gente "zira" onde a Cindy habilmente rodopiava em vestido de noite e nem sequer tinham um "pefume peferido"...

Ora a vil e malvada madrasta tinha a mania de obrigar a pobre e infeliz Cindy a estudar. E as suas filhas sublinhavam entusiasmadas tudo o que lhe dizia. E dizia-lhe "minha querida, o teu pai tudo gastou em jogo e bebida, nada te resta senão dívidas para pagar. Vivemos ainda de aparências mas os senhores do banco já andam de nariz torcido. Terás que lutar nobremente pela tua sobrevivência através do mérito da tua inteligência e capacidade profissional.".

Ora a Cindy não curtia. Era mais uma miúda de borgas chik's em discotecas fashion, com marcas em vez de roupa, com amigas igualmente interessadas na verdadeira essência de cada pessoa: o apelido. E a madrasta seguia com o seu discurso que, de tanto liberal de direita a Cindy já ouvia um estranho e retorcido intelectualismo de esquerda. Não era essa a vida que a Cindy aspirava! Não era esse o sonho que ela perseguia!

Revoltada suspirava a Cindy, apenas compreendida em algumas conversas com a sua mais-que-tudo e confidente: a repórter da revista "Life is Rose".

Um dia no entanto, surgiu-lhe a salvação. Eis que a Cindy conhece um gentil e apraz rapazinho. Chamavam-lhe nerd as amigas, era caixa de óculos na verdade. Mas que interessava a aparência se o ilustre luzia um importante nome estrangeiro que detinha as mais importantes holdings nacionais?

Foi numa noite estrelada que a Cindy e o ingénuo se enrolaram num fashion quarto de hotel de 5 estrelas para se casarem apressados de "tanto amor" no mês seguinte, precisamente 8 meses antes de nascer a filha prematura do feliz e jovem casal.

quarta-feira, março 07, 2007

Sinceridade

Eu aqui ando como quem passeia por uma cidade a primeira vez. Vejo rostos (des)conhecidos, (re)conheço lugares e cheiros, e sinto sobretudo que, talvez por nunca ter estado demasiado tempo no mesmo sítio, aqui pertenço sem que este seja o meu lugar.

Anseio por voos mais altos mas temo que o salto não chegue.

"basicamente" é isto. E uma vontade grande de não desiludir quem acredita em mim. Porque quero acreditar que são esses quem sabe onde é o meu lugar.

(humor àparte, mas ele volta. em breve. espero... que este é um blog de humor carago!.. e isto só pode ser das músicas "corta-pulsos" que ando a ouvir.)

segunda-feira, março 05, 2007

Uma cidade inventada pelos passos dados de mãos apertadas. O anúncio de todas as potencialidades não cumpridas e um rio ao fundo onde há barcos que são peixes. Um corpo que desliza por uma parede branca até assentar no fundo. Se chamasses as coisas em voz alta elas entravam-te pela janela, é melhor o silêncio branco.

Ao menos aprendeu-se que as ausências podem ser eternas, se não houver regresso também ninguém te a pode roubar. Será que isso serve para se continuar a inventar a cidade?