segunda-feira, agosto 03, 2009

"Loneliness is the human condition. Cultivate it. The way it tunnels into you allows your soul room to grow. Never expect to outgrow loneliness. Never hope to find people who will understand you, someone to fill that space. And intelligent, sensitive person is the exception, the very great exception. If you expect to find people who will understand you, you will grow murderous with disappointment. The best you’ll ever do is to understand yourself, know what it is that you want."

White Oleander



Então não pertencia a mundo nenhum? E alguém pertence a algum?
Algumas pessoas são assim; em certos momentos têm a ilusão de fazer parte de um grupo, seja ele político, intelectual, boêmio, de meditação, ou a qualquer outro, mas nunca conseguem. Elas sabem que somos todos fundamentalmente sós, embora procuremos durante todo o espaço de uma vida negar essa realidade, que nem chega a ser triste, é apenas a realidade. Quanto esforço elas fazem -fizeram- para se encaixar em algum desses universos sem nunca conseguir; e será que alguém consegue? De verdade?
As pessoas às vezes se sentem irremediavelmente sós; mas basta um dia encontrar um novo amigo, um novo amor, para o mundo ficar mais bonito e a vida voltar a valer a pena.
É isso que se procura e às vezes encontra; e quando acontece, é bom demais.

Danuza Leão

sexta-feira, julho 31, 2009

Advices for planners - os pontos que me parecem mais importantes

O site www.theplanninglab.com tem reunido ao longo do tempo, conselhos para os recém chegados ao mundo da estratégia e planeamento. No site, tem o pdf completo para download, aconselho toda a gente da área a ir procurá-lo.

No entretanto, procurei tirar uma frase de cada "aconselhador", para manter na mente todos os dias.


1 º - What does it take to get Organisation A to do something? Research? Powerpoint? Video? A manifesto? That's what you should pay attention to and study.
2º - Start to SOLVE THE PROBLEM.
3º - Steal everything - every trick and idea - and make them your own.
4º - master the art of conversation
5º - be curious, be open and never stop asking questions
6º - If you don't have an opinion, how can you convince someone else?
7º - you’re required to be the Team Persuader
8º - focus not just on the difference of
brands but how they can connect to the similarities in people across cultures.
9º - think about the hopes, fears, loves and loathings
10 º - Become an expert in human emotions.
11 º - Our work is less and less about ads, but about connecting to consumers through idea.


o Blog http://www.chmkt.com.br/ compila e traduz os tais conselhos para português do brasil, para quem tiver mais interesse em ler tudo na íntegra, em "portugueiz".

terça-feira, junho 09, 2009

Da objectividade e da falta dela

Há coisas que me afligem um bocado. E há outras que me afligem ainda mais, mas não são chamadas para aqui, agora.

O que é chamado para aqui e agora é esta sociedade da informação e desinformação, a globalização e os meios acessíveis que a todos deram uma voz (independentemente daqueles que deveriam ter continuado mudos, mas enfim, já são embirrancias minhas).

Está certo, agora há blogues, twitters, chat's, fóruns e comunidades onde se pode falar e debater livremente. Há informação aí à mão e toda a gente pode dizer de sua justiça o que acha ou o que acha que os outros acham que deviam achar. Tudo bem, se eu achasse alguma coisa, não acharia mal.


O que me aflige são alguns "não concordo" muito certos de si. Situação: há e tal, saiu um estudo que diz que as mulheres vestem de amarelo e os homens de roxinho". Resposta de A: Não concordo.

Err... tipo... há várias coisas que se podem fazer:
1) duvidar da veracidade desse estudo;
2) questionar a metodologia do estudo;
3) procurar interesses ocultos da indústria das cores nesse estudo;
4) promover um novo estudo e verificar a vericidade do estudo anterior através da coerência ou falta dela dos resultados obtidos
5)....

Há uma coisa que - me parece - não se pode fazer a um estudo. Que é... concordar ou discordar. Tipo... os estudos não são feitos para se concordarem ou não, os estudos pretendem (mal ou bem, da maneira certa ou errada, whatever) verificar a realidade real, além da nossa percepção casual da mesma. Tipo... não há nada aqui para se concordar ou não. É um estudo, não é uma opinião. É um estudo, que podes questionar as suas bases e formas, fundamentos e pressupostos mas não podes concordar nem discordar porque é um estudo e não uma opinião. Uma opinião concorda-se ou discorda-se com outra opinião, um estudo confirma-se ou infirma-se com outro estudo.

Confere?

quinta-feira, maio 21, 2009

Funcionamento basico do twitter*

Twitter, microblogging, 140 caracteres, tempo real, bla bla, já que estão as duas registadas, esta parte de introdução vou saltar.

Em termos de uso, há duas ou três coisas que dão mais jeito saber. A primeira, fácil fácil (que as duas já sabem mas enfim) é que quando se quer dizer alguma coisa a alguém, recorre-se ao @ antes do nick. Os twitts que recebemos directamente para nós ficam num sitio diferente da timeline, onde está precisamente escrito o vosso nome com um @ à frente. Sem espaçamento, deve mesmo ir tudo pegado, como em @ayash e @xixao.

Ainda assim, este twitt aparece na timeline de quem vos segue, portanto é uma chamada de atenção, uma resposta ou algo directamente para alguém, mas não é do âmbito provado.

Muitas vezes usa-se RT antes de colocar a @ e o nome. Isto significa que se esta a repetir algo que alguém disse. Pode ser um comentário engraçado, um link, propaganda, whatever. Basicamente faz-se um copy paste do que foi dito e coloca-se o tal RT, a @ e o nick de quem disse (tipo direitos de autor, vá).

A fórmula final é: RT @Sofiavc Basicamente faz-se um copy paste do que foi dito e coloca-se o tal RT, a @ e o nick de quem disse (tipo direitos de autor, vá).

Outra forma sãos as DM's, estas que mais ninguém pode ler a não ser quem a escreveu e quem a recebeu. Enviam-se no separador Direct Messages, por baixo do @nickdoproprio.

As hastags aparecem de vez em qdo e são identificadas pelo simbolo # seguido de um nome de código. Serve para discussões, comentários a algo que esteja a acontecer, alguma discussão que esteja a haver no universo twitteriano ou algum assunto comum a muita gente, de participação twitterversal.

Ora vamos lá fazer um suponhamos. Suponhamos que #eax é o nome de código para quem quer ajudar a @ayash e a @xixao com mais dicas sobre o twitter. Então, todas as dicas que lhe querem dizer, devem conter no twitt o código #eax que corresponderia a "Explicaçoes Ayash Xixao". Encurta-se claro, pq o espaço conta para os 140 caracteres gastos. Depois é só ir ao "search" e escrever a tal #eax para lerem todas as respostas de toda a gente sobre este assunto. Estas respostas são de pessoas que não vos seguem, que não aparecem na vossa timeline e que de outro modo seria extremamente dificil chegarem a esses usuários. Isto é extremamente útil para coisas de discussão polémica ou para comentar prestações de alguém que esteja na tv, por exemplo.

Ora por baixo da caixa de "search" podem ver os "trending topics". Basicamente imaginem que 50% das pessoas que estão no twitter começavam a mandar dicas usando o tal #eax. Isto faria com que esta hastag aparecesse aí, nos trending topics. Enfim, tal como o nome indica, são as expressões mais repetidas no twitter nesse dia.

A hastag mais "continuante" que tenho memória e que mais vezes aparece na minha timeline é o #followfriday. Ora bem, isto foi um "memme" (basicamente um acontecimento que se espalhou e se tornou de conhecimento geral) que apareceu não sei como e não sei porquê (mas uma pesquisa por ai deve ser esclarecedora, ou então se alguém souber esteja à vontade para explicar aqui nos comentários sff). E com um parentesis tão grande já ninguém se lembra do que estava a ler. Pronto, não vale a pena começar o parágrafo do princípio, estavamos na hastag #followfriday, que aparece sempre à sexta-feira. Basicamente é uma forma de recomendar gente que a gente acha que toda a gente deveria seguir. Assim sendo, eu divirto-me imenso com a @ayash e a @xixao, chego à sexta feira e ponho um twitt que diz: #followfriday @ayash @xixao. Basta pôr assim, mas toda a gente é livre de fazer comentários à frente sobre as razões, claro.


As aplicações, os recursos, os adjacentes e o twitter:

Há várias aplicações das quais se podem fazer download que instalam um programinha para não ter que se ver o twitter no browser. A principal vantagem destas aplicações (a meu ver) é o facto de as pessoas não terem que fazer refresh. Os novos twitts vão caindo de 5 em 5 segs, ou conforme o tempo que a pessoa definir. Creio que a mais conhecida é o tweetdeck, mas há várias. Eu experimentei algumas, não gostei de nenhuma e continuo fiel ao browser (o que tendo em conta que twitto na hora de expediente, me ajuda a não distrair-me tanto. Sim, é possivel ser-se produtivo ainda assim).

Num post deste género bem construido, eu estaria a por links para todos os lados do que falo, mas temos pena, são só umas noções básicas. Quem quiser pesquisar mais sobre um determinado assunto, que vá ao google :p

Há vários recursos para o twitter. Sites que ajudam a fazer backgrounds são talvez os mais procurados. Estatisticas sobre o usuário, quanto twitta, a que horas twitta, quantos RT's tem, etc etc etc, também os há por aí. Não sei nenhum nome de cabeça, se alguém souber pode pôr nos comentários que lhe ficamos todos agradecidos. Normalmente estes sites pedem o login do twitter, o mesmo username e a mesma pass, de maneira a recolherem as info's que depois expõem. Há também o Qwitter, que supostamente manda mails quando as pessoas nos deixam de seguir (comigo não tem funcionado muito bem).

O buytter é um site deste género em que se faz login com os nossos dados do twitter. Depois podem-se comprar pessoas, e colocar mensagem no twitter automaticamente. Tem piada, eu às vezes vou às compras. O dinheiro ganha-se na revenda, já que o preço das pessoas sobe à medida que elas passam por mais mãos.


Assim de repente não me lembro de mais nada de relevo... Ah, só uma chamada de atenção: O twitter tem exactamente o mesmo interesse que tiverem as pessoas que vocês seguem. Nem mais nem menos. É a timeline que a gente constrói que faz o twitter valer a pena ou não.

Bom, se for preciso mais qualquer coisa, avisem via comment, via twitter, via mail ou no telefonema diário no caso da @xixao (é minha mãe).

Até já!





*post escrito especialmente para @ayash e @xixao, como se deve ter já percebido por esta altura.

terça-feira, abril 21, 2009

conselhos do dia


encontrado por aí... desculpem a falta de créditos, mas vou guardando as coisas numa pastinha e depois nunca as consigo reencontrar.

sexta-feira, abril 17, 2009

http://voodosilencio.blogspot.com/

... Foi com cheiro a sexta-feira cinzenta que uma surpresa me deixou pousar no voo de palavras de tons azuis-mar-céu. Aqui me entretive mais tempo do que esperava, aqui os pensamentos se me soltaram mais alto do que supunha e aqui deixei-me levar um bocadinho num voo que não era o meu.

Aconselho, claro: http://voodosilencio.blogspot.com/

quinta-feira, abril 16, 2009

infantil, infantil, infantil, infantil...

não.. não acho que seja esse o problema...

... se calhar, é pior.

pois, se calhar é. mas... se calhar, hoje não penso nisso.


tenta lá.

terça-feira, março 03, 2009

5h00 in the office, yeah!

"Sofiazinha! Conta-nos tudo, oh por favor, conta-nos que coisas tão belas e importantes ficas tu a fazer aí até as 5h e tal da manhã! Oh, conta, conta!" Pedem-me voces em sonhos (nos vossos? no meu delirio?) enquanto na verdade verdadinha se babam para a almofada em sono solto, enquanto eu me babo para o teclado num estranho estado de deturpada consciência.

Mas, como pediram eu conto, não o que faço até às 5h00 da manhã porque isso é segredo e eu estou com um nó mental que torna todo o tipo de racioncinio turtuoso, mas conto-vos o que faço a partir das 5h00, num momento mais relaxado enquanto aguardo novo volume de mentais nós (já não sabendo muito bem que aconteceu à minha parte mental, acho que a deixei cair por aqui por volta das 2h00 e tal, 3h00. Espero que a Dona Cidália a encontre amanhã. Olha que giro, fiz dois pontos finais num parentesis, isto pode-se? Ah, ja não se lembravam que era um parentesis!!). De facto deve ser desnecessário, que a seguir levou um ponto final. Da próxima vez ponho um travessão.

Onde é que eu ia? Ah, não ia a lado nenhum que o trabalho aqui está para durar e mais ainda quando devaneio com as vossas inconsciências adormecidas.

Pois bem meus caros amigos e amigas - e esta é a altura para usar o tal travessão - a verdade é que do momento de relaxe não consta escrever-vos um delicioso e ternurento mail. Não. O momento de relaxe, assim chamado por alguma alma sádica (a minha) é usado por e para fazer contas e alinhamentos. Estarei virada para a matemática? Não. Digam antes para a paginação. E, deixo um aviso às sanidades mentais que por ai divagam: paginação é trabalho para gente muito meticulosa, muito paciente e com algum desvio muito sério.

Tê, a minha admiração por ti sobe consideravelmente. E pela Susy também.

Geez.

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

A capacidade de crítica externa Vs a incapacidade de critica interna

É algo que mais voltas e voltas que dê me ultrapassa e não consigo perceber. Se calhar não a percebo nos outros e em mim até mais ou menos, mas o que foi feito da imparcialidade neste mundo?

É pura e simplesmente treta. Bullshit. O outro fez? Está mal, tem este, aquele, o outro e ainda o seguinte erros. Nós fizemos? Está brilhante e genial.

O outro é assim? Pff...
Nós somos assado? Claro, porque é o que queremos, podemos e vamos continuar a ser, cheios de razão.

E se isto começa chato em criancinha com o super-herói preferido, o clube de futebol e a professora da escola que-a-minha-é-muito-melhor-do-q-a-tua-porque-a-tua-bate-nos-meninos-e-a-minha-só-lhes-bate-quando-tem-que-bater, então depois de "grande" é o verdadeiro atrofio. Se não é geral, então é só à minha volta mas esta cena do "a-minha-empresa-é-melhor-que-a-tua" e "o-meu-trabalho-é-melhor-que-o-teu", ultimamente começa a chatear-me mesmo.

Talvez até tenha a minha quota parte de culpa mas há outra culpa que me é atribuida que não tenho. Mens, custa assim tanto perceber que eu faça questão em que os meus amigos saibam qual a designação oficial da empresa onde trabalho e tentar mostrar-lhes que "agência de publicidade" simplesmente não é adequado? Portanto não comecem a levantar os dedos acusatórios porque há coisas que são legítimas e isso não é dizer que é melhor do que qualquer outra empresa. É simplesmente chamar as coisas pelo nome certo, é simplesmente tentar mostrar e dizer o que é que eu realmente faço.

(Ainda que por acaso sim, a minha empresa seja melhor do que as vossas. Aguenta-te e aprende a viver com isso porque até estou a ser imparcial.)

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Este é pa ti Goguinha.

Emplastrus Citrus, o regresso

Depois do Emplastrus Citrus, muitos reclamaram pela impunidade gozada por tamanha vilã, devoradora de amada laranja. Para todos esses, é tempo da vingança e de ver a vilã (quase) pagar pelo crime que cometeu.




terça-feira, fevereiro 17, 2009

virar o ecran antes de ler, sff.

˙oıɹáɹʇuoɔ oɐ opoʇ ɐpuɐ opunɯ o ǝnb ǝɔǝɹɐd sǝzǝʌ sà ǝnbɹod ɯıssɐ áʇsǝ ƃoןq ǝʇsǝ



.ınbɐ opınƃǝsuoɔ oʇıǝɟǝ

domingo, fevereiro 15, 2009

Da crise, dos novos valores e das conclusões sem bases científicas

Começo por dizer que este post vai ser, provavelmente, longo. E continuo por um rasto de percepções e pensamentos que não pretendem ser uma verdade universal mas talvez a base para raciocínios alheios, alguma reflexão e um optimismo mais fundamentado - que eu não gosto das ilusões cor-de-rosas e de questões de fé por vontade de se iludir.


Posto isto, começo:

A crise que agora assistimos tem em sua causa várias origens. Sugerem por aí que é uma crise do próprio sistema capitalista e eu sugiro por aqui que é provavel. Porquê? Porque o capitalismo puro e duro assenta numa base qualquer que supôs um dia que os recursos eram inesgotáveis e a possibilidade de riqueza infinita. Com isso se criou uma mentalidade que mais e maior seriam sempre possíveis mas acontece que o Homem não descobriu novos mundos a dar ao mundo para tornar tal filosofia possivel durante mais tempo.

Pressupõe o capitalismo que uma empresa pode ter sempre mais rendimento e que portanto é necessário consegui-lo. Ora, todas as empresas a tentar o mesmo daria uma de duas coisas:

a) uma empresa única que tivesse conseguido aniquilar toda a concorrência e estabelecer-se num regime despotista (e era um dos possiveis fim do próprio capitalismo)

b) várias empresas com os seus "quintais" bem definidos, a tentarem-se roubar só mais uma "árvore" ao "quintal" vizinho. De qualquer maneira, haveria uma tendência para uma estagnação mais ou menos geral já que uma árvore não faria o mundo andar para a frente, significativamente. De qualquer maneira, seria um capitalismo abrandado, com territórios mais ou menos bem definidos e sem a "sede" capitalista no seu auge.

Fosse por onde fosse, o capitalismo tal como o concebemos estava arruinado e tenho a certeza que há por aí pensadores que o previram em tempo útil e não agora olhando para o mundo, como eu.


Acontece que eu não acho isto excessivamente importante. Porquê? Porque há já vários anos que a educação e os valores que se dão ao jovens (tipo remédio) não são os mesmos que alimentam o regime capitalista, pura e duramente.

Ora reparem, os vossos pais provavelmente trabalham em algo que surgiu como seguimento natural daquilo que os vossos avós faziam. Se assim não foi, então quase de certeza que os vossos avós trabalharam em algo que surgiu no seguimento daquilo que os vossos bisavós faziam. Mas, provavelmente, connvosco a conversa foi diferente.

Comigo foi. Havia aquela conversa que não houve com o meu pai nem com a minha mãe. No meu caso foi-me feita por toda a gente mas destaco a conversa do meu pai. Era qualquer coisa assim: "Sofia, tu tens que seguir aquilo que queres fazer. Para te sentires realizada, tens que seguir a tua vocação... mas o pai gostava muito que fosses para Direito."

Tirando a última parte, aqui contada por piada, no tempo em que eu tive que seguir um curso estava (e está) em voga um conceito muito importante que na altura do meu pai nem se pôs em cima da mesa: Vocação.

A possibilidade de se fazer uma coisa que realmente se gosta põe em causa - na minha perspectiva - o sistema capitalista. Já não se trabalha para conseguir atingir o máximo lucro, agora trabalha-se para se conseguir o máximo valor e ter o máximo impacto, com a maior realização pessoal e profissional possivel. Assim sendo, adicionou-se a questão dos valores e da ética que limitam o capitalismo. Se isto já acontecia antes, ou se a sociedade já valorizava isto no mundo das empresas, agora sserão as pessoas das empresas que põe realmente esta questões em jogo de uma maneira mais real do que a de "parecer bem para o consumidor".

Não sei se causa, se efeito. Não sei onde começou esta tendência, se na origem da falha do capitalismo ou se deu origem à falha capitalista - se a anteveu ou se apareceu depois como consequência... sei que neste momento as duas coisas confluem para um caminho único que, apesar de ainda não se saber muito bem qual é, parece mais acertado.

E pronto... era isto que eu queria dizer hoje, depois de uma conversa com uma pessoa cuja temperatura corporal é inferior à do mundo e que me ajudou a materializar este raciocínio. (private joke)

:p

terça-feira, janeiro 20, 2009

Aviso Geral

"Devido às quedas de bancos, queda nas bolsas, cortes no orçamento, à crise nos combustíveis e pelo racionamento mundial de energia, informamos que a famosa "luz ao fundo do túnel", está temporariamente desligada".

terça-feira, janeiro 06, 2009

Movimento "I'm not Afraid"

Recentemente (tipo mesmo agora) criei estes crachás no facebook, numa aplicação muito querida que me permite fazer uploads de fotos e "aplica-os" sobre crachás. Dá-lhes o efeito, vá.




Infelizmente ficaram pequenos, pelo que ponho as imagens originais que foram "uploadas".




Esta tem sido uma ideia que me anda a pairar em cima e que explicarei melhor num futuro post... tipo, amanhã, se tiver tempo.

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Inovação Vs Transformação Vs Construção

Diz o senhor deste blog que a inovação morreu. Tem piada, ultimamente há muita coisa a "morrer" por aí e, as que não morrem já tem o fim anunciado. Casos da blogosfera e do twitter, mas isto nada tem a ver com a posta que quero arriscar.

Onde eu quase concordo com ele é quando acho que já não é muito inovador inovar. Tal como agora assistimos a vários RIP's por aí, no último ano (ou dois..?) a palavra de ordem era "inovar, inovar, inovar". E antes, a da mudança rápida, muito rápida, o mainstream, os early adopters, já está tudo noutra, tudo a mudar a mudança que mudou.

Que eu saiba o marketing está em mudança desde que nasceu. É normal o marketing estar a mudar, sempre esteve. Daí eu gostar tanto da área... (Bem, esta vai existir para sempre. Tal como espero que a inovação continue a existir, mas sem euforias. Apenas com adequação real...)

Enfim, continua o autor do artigo a dizer que "ah e tal, agora a palavra de ordem é "transformação". Vamos transformar, que tem mais força e é mais consistente."

E aqui eu não concordo com ele.

Entretida entre fios de pensamentos, parece-me que a maior herança que a "já morta" inovação nos deixou foi uma pseudo-esquizofrenia nas marcas. E, sinceramente, transformá-las sucessivamente, ainda que tenha o seu quê de adaptação à mudança, parece-me continuar a esquizofrenia... pelo que proponho é uma Construção como pilar base. A partir dessa Construção Central, então depois adaptem-se ao que fizer sentido, da forma lógica de o fazer. Mas, para já, encontrarem-se primeiro com o que são e definirem melhor o que querem ser... para não se "esquizofrenarem" outra vez.


(yeah, o meu primeiro post sério sobre profissional business. Não sei se haverá mais, não. Se houver, será uma coisa natural e não planeada - para fugir um bocadinho à estratégia e planeamento do horário de trabalho... que o meu blog tem anos suficientes para não ser instrumentalizado.)

Trepar por um poema

Daria uma bela imagem metafórica mas, curiosamente, parece-me que as metáforas começam a ser ameaçadas de extinção, com tudo a tornar-se literal.