segunda-feira, dezembro 21, 2009

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Sismo em Lisboa, 1h40

em tempo real, o chão em lisboa acabou de shaking like a polaroid picture...

Segundo o twitter, o sismo foi sentido do porto ao algarve.

Por aqui posso dizer q apanhei um valente susto, porque achei que alguém me tinha entrado em casa e me estava a abanar a cama. Fiquei feliz quando percebi que não, que era só um sismo. :S


Bom, o primeiro sismo da minha vida, que senti. Estranho.



(palmas para a TSF e Sic notícias, as primeiras a dar a notícia...)

quarta-feira, dezembro 16, 2009

quinta-feira, dezembro 10, 2009

1ª lei da atracção: ninguém conhece a ninguém.

2ª lei da atracção: a quantidade de entropia de qualquer relação tende a incrementar com o tempo, até alcançar um valor máximo.

3ª lei da atracção: chegados a ponto de valor máximo, é mais fácil sair e ir procurar exactamente o mesmo em outro lado.

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1ª lei da gestão: ninguém conhece a ninguém - usam-se ferramentas para alavancar a notoriedade. Toda a gente conhece superficialmente toda a gente.

2ª lei da gestão: a quantidade de entropia tende a incrementar com o tempo, até alcançar um valor máximo, altura em que é necessário um reinvestimento de recursos.

3ª lei da gestão: chegados ao ponto de valor máximo, vale mais a pena continuar a reinvestir porque é sempre mais fácil a recuperação com uma quota mental pequena do que o investimento necessário para uma taxa de penetração aceitável (ou pelo menos até se ter essa quota mental pequena).


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"vale a pena pensar nisto"

nop, já não vale não.


quarta-feira, dezembro 09, 2009

Aviso à navegação:

Sim, tenho andado com os nervos à flor da pele. Não, não sei que tipo de flor cresce na minha pele, mas sei que os nervos tão todos lá.

Porquê? Uma questão de contas (não só, mas sobretudo). De contas e matrizes. De contas que não batem certo com as contas dos outros e matrizes que parecem meretrizes arrogantes "tu a mim não me tocas porque não me percebes" dizem-me elas de caras com pó-de-arroz e lábios vermelhos.

Bem, contas são contas, fórmulas são fórmulas, não há nada de transcendente aqui. O facto de eu estar a falhá-las consecutivamente trouxe luz à origem do problema. E só poderia ser um: a máquina de calcular do telemóvel não é de fiar. Obviamente.

Conclusão: galgar o bairro de Alcântara em busca de uma boa máquina de calcular. E lá fui eu, pela manhãzinha, entrar de peito feito em pleno pingo doce, levar mais 3 vezes com a músiquinha versão natal pseudo-felizinha e com dezenas de reformados mal encarados e mal dispostos. Máquinas de calcular? Nem vê-las. Encontrões? Já diz a canção: "encontrões, encontrões aos molhos, por causa dos reformados choram os meus olhos..."

Procurar um pingo-docense. Perguntar por uma máquina de calcular. Levar com um sorrisinho incrédulo. Ouvir a repetição da pergunta. Vê-lo chamar outro pingo-docense e repetir novamente. Denoto um tom sarcásticozinho: "Esta Senhora procura uma máquina de calcular". Responde o outro: "Uma máquina de calcular? Pra quê?" Pra quê, perguntou-me ele. Quer com certeza uma descrição exaustiva da minha vida para saber se me há-de dizer se têm ou não máquinas de calcular. Vida essa afastada de qualquer tecnologia tipo telemóveis, computadores, pda's, etc.

Incomodou-o o silêncio, tentou disfarçar o ar incrédulo, diz que não têm.

Saio, em busca de uma loja do chinês. O que é que o chinês não tem?? Ah, máquinas de calcular, mas só descobri depois. Primeiro tive que entrar numa loja daquelas tipo corredorzinho estreitinho afuniladinho com um grande aglomerado de gente à porta, outro no meio e ainda outro lá mais ao fim. 3 aglomeradinhos de gentinha aos encontroenzinhos para chegar às mesmas coisinhas que não sei o que eram. Geez... o que haverá com estas pessoas que numa loja do chinês, já de si apertada, ainda escolhem pôr-se em grupinhos juntinhos nas mesmas zonas?

Fui e vim, a custo com 3 grandes muros para passar. Quando voltei tive que perguntar à chinesa da loja. Uma aventura. Máquina de calcular. O quê? Máquina de calcular. Desculpe? Máquina para fazer contas. Não percebi. Máquina... com botões e números... Ah.. isto? Não, isso é um pseudo mp3 para música, máquina de calcular, para contas... mais, menos, vezes... Ar parado a olhar para mim. Ok, tiro o telemóvel, abro a aplicação da calculadora, mostro-lha: isto, preciso de uma máquina de calcular. Faz um ar iluminado, ahhhh, de quem percebeu exactamente, quase que lhe vejo um brilho de satisfação nos olhos e desaparece para o fim da loja, passando os obstáculos (aka, pessoas) muito mais agilmente do que eu. Volta sorridente e traz com ela 4 capas de telemóvel de cores diferentes.

Agradeço, digo que queria era cor de rosa com bolinhas amarelas e vou-me embora.

Entro numa loja de "brindes" e afins, antigamente lojas das cem pesetas (para a malta da fronteira), mais tarde lojas dos trezentos, posteriormente loja do euro, agora loja do euro e oitenta.

Mais aglomeradinhos de pessoas. Passo rápido, com mais experiência. Olho para o lado e há uma luz que ilumina uma prateleira recôndita. Duas máquinas de calcular sorriem para mim. Uma é cor de rosa forte, a outra é musical. Estão, claro, ao lado dos guaches e aguarelas. Claro. Não conheço nenhum bom pintor que não tenha antes de começar a pintar feito várias contas com uma máquina de calcular cor de rosa forte ou uma musical.

Tenho um momento de indecisão entre as duas. Encolho os ombros, pego na musical, sigo para a caixa.

Tenho uma Kenko musical por um euro e oitenta. Só espero que aguente duas semanas. Não quero repetir o processo nos próximos tempos.

domingo, dezembro 06, 2009

Finalmente um pouco de tempo para velhos projectos:



Um já está. A ver se ainda me consigo atirar de cabeça aos que faltam.

quarta-feira, dezembro 02, 2009


definho. morro. dezexisto, porque existo dez vezes fora do tempo e do espaço reconhecidamente "normais". Seja lá o que isso tiver sido.

terça-feira, dezembro 01, 2009

"Só", livro de poesia de António Gedeão*, é o título da literatura portuguesa mais curto.

O mesmo senhor tem um poema que se intitula "Assim como falham as palavras". Tem piada, porque quem procura um poema sobre as palavras que falham vai ficar surpreendido com o tamanho do poema.

Um dos poemas de António Gedeão que mais gostei foi o "
Lágrima de preta", lido há muitos muitos anos atrás, vestida com uma saia num banco de colégio.

Outro poema dele que me recordo - do título, não do poema - é o "poema do alegre desespero".

Enfim, pequenos resquícios não sei bem de quê, de um tempo que de tão longíquo quase parece ter sido história lida em vez de existência real.


*Nota - Só é do António Nobre, e não do Gedeão. Obrigado Rita. Agora vou ali tomar suplementos para a memória e já volto.

quinta-feira, novembro 26, 2009

Como inserir filmes do youtube click-a-click

Cara Pessoa Cuja Temperatura é Anormalmente Baixa,

Bem vinda a este tutorial de inserção de clips youtubianos no blogger. Informamos que não será necessário o download de nenhum software específico, nem a aprendizagem de complexos códigos de programação.

A complexidade desta operação é semelhante à complexidade de aquecer uma sopa no microondas. Não obstante, pessoas como eu, tem uma taxa de sucesso superior na colocação de videos em blogs do que no aquecimento de sopas em microondas.

A seguinte imagem dar-te-á a localização exacta de um precioso código html que só terás que copiar, com recurso às teclas ctrl+t (ou ctrl+a) e ctrl+c. Poderás também fazê-lo através dos menús do browser, mas não vamos complicar. (sim, que ir aos menus é mais complicado do que usar as teclas de atalho).





Ou seja, seleccionas a totalidade do código (seleccionar tudo) e copia-lo.

Depois voltas ao blog, ao sítio das postagens e fazes ctrl+v. Ou sejas, colas.

Vais ficar com um amontoado de letras, barras, barrinhas, setas e setinhas. Caga nelas, só NUNCA AS SEPARES, nem NUNCA ESCREVAS PELO MEIO DELAS. Se o fizeres o teu monitor pode rebentar. Bom, não pode, mas a tua cabeça pode quando não perceberes porque é que o video não aparece. Se for esse o caso, repete a operação desde o princípio, certificando-te que apagaste tudo antes. As vezes que forem necessárias. É.

E é tudo.

:)

quinta-feira, novembro 19, 2009

frase do dia

“Emocionar não tem nada a ver com marcas. Uma marca não emociona. O que emociona é uma história, um olhar, um sorriso, uma experiência. As marcas são coadjuvantes e patrocinadoras desses momentos.” - Fernand Alphen

sexta-feira, novembro 06, 2009

Emotional Weather Report

Pensamentos muito nublados, impulsionados por ventos fortes. Possibilidades de respostas intempestivas e de alguma irritação. Rajadas frequentes de má disposição e impaciencia geral.

Aguaceiros ocasionais, com maior intensidade no período da noite.

Avisa-se a população para se manter no seu mundinho e não chatear.


quarta-feira, outubro 28, 2009

not sure if Joseph is creating or exposing a truth.

"The mind can only create errors. Truths are not created, they exist; one can only see them, disentangle them, discover them, and expose them."


-"Notebooks" - Joseph Joubert

terça-feira, outubro 27, 2009


É sempre, entre conversas e toques. As pontes que não cobrem as distâncias e logo as ânsias, ai que não me ouviu, será que me viu? Depois avança, com medo recua, não perde a esperança de encontrar uma alma nua onde os olhares se abraçam e os ritmos se fazem soar ao som de dois corpos a bailar.

É sempre, à procura de subir uma rua e esbarrar nos olhos do entendimento - aquele que vem do conhecimento do que mais íntimo há de alguém, que nunca pode sequer pertencer a ninguém mas se anuncia levianamente: Eu sei quem tu és!

Como se se pudesse ser algo de tão constante completamente verdadeiro. Ah, e piora. São as expectativas e os desejos: as expectativas dali, os desejos de como ser visto daqui, e o novelo aumenta - afinal não me conheces - e nem tu te reconheces, são apetites ou talvez só reumatites de personalidade. Personalidade? personalidades, perdidas e baralhadas, confusas e integradas, todas À procura do grande momento da eterna compreensão. Baseada no momento. Naquele momento. De "entendimento".


domingo, outubro 25, 2009

Planeio, dar nomes certos aos ficheiros tão desorganizados no computador. E hoje é domingo, podia ser perfeito. Mas não chove lá fora, e só os domingos em que chove lá fora são um espaço fora do tempo, uma permissão única de um dia tão fora dos dias, um encanto rectangular enquanto o mundo não sabe da minha existência.

Planeio, arrumar os livros e os cd's, desta é que é. Lembro-me, já não tenho cd's e hoje é domingo mas não chove.

Se calhar, poderia haver um ou outro cheiro que viesse sorrateiro e me fizesse sentir, diferente. Mas não vem, nem podia. Já lá vai tanto tempo que até os cheiros dos outros dias se apagaram e misturaram e tornaram em névoas e pedaços de algo que ninguém tem sequer a certeza que poderia ter existido.

E hoje até é domingo... mas não chove e não faz sentido. Nada disto.