quinta-feira, fevereiro 25, 2010

Disney

Ah e tal, o mundo cor-de-rosa da Disney, a vida devia ser um conto de fadas como os filmes da Disney...

E suspiram, ansiando por um filme cor-de-rosa da Disney. E nem se apercebem!...

Ah, e gostava de ser uma princesa!... como, por exemplo, a Branca de Neve! Dizem. E nem se apercebem, que a Branca de Neve era uma ameaça sexual para a sua madrasta, que por isso a matou e portanto foi salva por um principe com base na sua única mais valia - uma carinha laroca. E provavelmente ser boazona. Tipo... ele nem falou com ela! Há mais evidente vontade de comer alguém do que nem falar com ela???

E a Cinderella? òptima capacidade de trabalho, completamente explorada pela sua entidade patronal (a madrasta e as irmãs) e no final acaba com um principe que... uhm.. err... a quer comer. Tipo, ya, dançaram uma beca, a seguir ela baza e ele fica com tanta tanta tesão que tem que a encontrar para... a comer. Mais uma vez, era boazona. Podia ter ambição profissional, já que era eficiente. Podia ter delineado todo um programa político e de gestão para o reino, ter-he falado nele, captado o interesse dele quer pela sua cultura geral, quer pela sua visão estratégica. Mas não, ele queria-a comer.



Ah, mas podemos falar na pequena sereia... aí todas as questões são outras. Ela muda a sua aparência fisica e tudo aquilo que é para agradar um homem. Em troca perde a capacidade de falar, e então? Assim como assim, ela não tem nada de jeito para dizer mesmo! Nem precisa porque... o principe só a quer.... comer.

Não quero ser ressabiada, nem femininista, nem nada esquisito... mas... hey! A Disney anda-nos a ensinar que basta um homem querer comer-nos!!

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

...

Ela tem hábitos péssimos. Deixa a roupa espalhada pelo chão, todas as manhãs. E todas as noites tira as meias quando já está deitada e empurra-as para o fim da cama, perto da fronteira onde o colchão acaba. Quando se mudam os lençóis à cama, é comum encontrarem-se duas ou três meias perdidas e desemparelhadas.

E estes nem sequer são os seus piores hábitos.

Conheço-a bem, tão bem quanto se pode conhecer alguém. Conheço as suas manias, e tantas que tem! Tem, por exemplo, a mania que há-de conseguir sempre o que quer. Nem sempre consegue, mas por ter essa mania é mais insistente e às vezes até resulta. Quando resulta, diz de sorriso posto que consegue sempre o que quer, mas é mania dela, para o conseguir às vezes. Tenho ideia de que ela tem consciência disto, mas não tenho a certeza.

É assim que ela vai construíndo as suas verdades. Outro exemplo, é quando ela se obriga a querer coisas que não sabe se quer de facto. Mete só na cabeça que as quer, para se obrigar a querê-las e depois para tentar consegui-las. Mais uma vez, não tenho a certeza que ela saiba disso, mas às vezes desconfio que sim.

Não são raras as vezes que carrega nos ombros toda a tristeza do mundo. E isto é que eu não sei porquê. Sei que às vezes trás a tristeza mais triste de todas. Disfarça-a, claro.

Sente-se muitas vezes perdida e é aí que se obriga a querer coisas. É bastante sozinha mas, ao mesmo tempo que procura outros, tenta guardar a sua solidão só para si. Às vezes tento meter conversa com ela, mas nem sempre lhe consigo chegar a sério. Ela não deixa.

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Da vida deles IV

- O teu problema é que exiges demasiado de ti. Não podes ser tão exigente contigo mesmo, às vezes só seguir o primeiro impulso, não pensar demais... sabe bem!...

- Pois sabe, mas a vida não é só feita do que sabe bem e do que não dá muito trabalho... a vida implica tomada de decisões e, se seguires o teu primeiro impulso ou não pensares o suficiente sobre elas, como podes segui-las até ao fim? E se não forem para ser seguidas até ao fim, se não acreditares nelas porque foste tu quem as decidiu, então de que servem? E, no final, quem és tu e que vida vives? Sabes o que dizem... Don't waste your life. No one chooses mediocracy, but many settle for it.
(Unkonwn)

(Arigato Dri)

Da vida deles - III

À entrada do infantário e um aglomerado de crianças impacientes e expectantes, desconcentradas e gritantes, brincalhonas, esquecendo-se por momentos o que as trouxera ali. Ann sentia-se por vezes desfalecer, todos os dias o mesmo esforço de cuidar, atentar, encaminhar, educar... e no dia seguinte parece que se esvaia num grande nada do esquecimento. Tantas vezes parecia que não valia a pena... se calhar podia simplesmente mudar de vida, para qualquer outra coisa mais fácil... Mas sabia que, no final de algum tempo, o seu trabalho ali era importante e podia mudar vidas. Só que no dia-a-dia não parecia que sim!...
Foi quando Ann estava entretida nestes pensamentos que James chegou. Era sua tarefa encaminhá-lo ao infantário e portanto foi ter com ele. Ele vinha sorridente e bem disposto. Ann perguntou-lhe:
- Afinal, como consegue James? Como aparece todos os dias, em todos os infantários, com o mesmo sorriso paciente?

James respondeu-lhe: - The most essential factor is persistence - the determination never to allow your energy or enthusiasm to be dampened by the discouragement that must inevitably come.
James Whitcomb Riley (poeta infantil)

Da vida deles - II

- Não sei Calvin, mas ver-te passar tantas horas aí sentado, insistindo e insistindo nos mesmos pontos, nas mesmas situações, parecendo que não chegas a lado nenhum, não te desilude? - perguntou Grace ao marido, vendo-o de novo, pacientemente, preenchendo relatórios e fazendo contas, para chegar às mesmas soluções que ele já conhecia de cor, já sabia de salteado.

- Grace - respondeu-lhe - Nothing in this world can take the place of persistence. Talent will not; nothing is more common than unsuccessful people with talent. Genius will not; unrewarded genius is almost a proverb. Education will not; the world is full of educated derelicts. Persistence and determination alone are omnipotent."

Calvin Coolidge, 30º presidente dos EUA

Da vida deles: I

Vicent escolhe o ângulo adequado. Pincela daqui, pincela dali... Não tem pressa nem impaciência. Está a pintar girassóis, com que decorará as paredes da sua casa amarela. Theo, o seu irmão mais novo, acha que girassóis são motivos menores e que Vincent se devia dedicar a temas mais ambiciosos, fazer mais coisas, agir mais por impulso, procurar mais emoções, querer mais grandeza!
Vicent sorri e diz-lhe:


"Great things are not done by impulse, but by a series of small things brought together."

Vincent van Gogh
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