quarta-feira, maio 19, 2010

De todos os sonhos possíveis e impossíveis, quantos são os gritos que calam, que calas, quando a noite se põe e te sentes confortável numa ausência de luz que te segreda que tudo poderia ser isto?
Procuras respostas e escondes perguntas, deixando-te encontrar certezas que não existem, permitindo-te encontrar abrigos que caem nas primeiras chuvadas da estação.
Sabendo de todas as indefinições, chamas nomes às coisas e obriga-las a tornarem-se naquilo porque as chamas. Infrutífero, sabe-lo tão bem quanto o que acreditas nas suas impossíveis possibilidades.
Quanto mais será preciso para deixar o teu corpo arder nas chamas pelas que chamas e foges? O que mais será preciso para encontrares uma eufórica paz que te consuma na alegre destruição daquilo que anseias por não seres?

Todos os dias, todas as memórias, confusas. Diferem apenas no sonho do dia que nunca tiveste coragem para concretizar.
Enviar um comentário
Ocorreu um erro neste dispositivo