sexta-feira, dezembro 08, 2006

Os Dias e as Noites (ou as noites nos dias)

Já foi muita coisa sim, menos do que a que há-de vir mas que não sabemos o que é.

Pelo meio muda-se, transforma-se, evolui-se. Em todo o lado, por todos os lados agora, somos postos em cheque. Enconstam-nos à parede, procuram ver de que fibra somos, procuramos responder da forma que achamos e descobrimos que afinal não era bem aquilo.

Um bocadinho de medo, um bocadinho de angústia, um bocadinho de excitação, completamente perdidos à procura de um refúgio ou de uma pausa - mas a corrida ainda agora está a começar.

Por todo o lado procuramos defesas: porque está dificil para todos, porque nunca houve nenhuma geração que tivesse que superar tanto e provar tanta coisa ao mesmo tempo, porque poderia estar pior, olha este e aquele e o outro... E é verdade, é tudo verdade, mas justificar não chega para podermos cruzar os braços e ficar a olhar.

Por outra via, também nunca houve tanta hipótese de escolha e tanta consciência do que somos, do que queremos ser e dos porquês...

E a corrida ainda agora começou. Vamos lá minha gente, que nos enconstem facas à garganta e nos questionem a fibra, que nos provem mil vezes que estamos errados e que (ainda) não somos aquilo que queremos. É para isso que estamos aqui, é por isso que vamos crescer mais e ser melhores do que todos os outros.

(Para toda a minha gente da UCP e o resto da minha gente out-UCP mas com o diploma nas mãos e a olhar para ele com ar interrogativo)
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