terça-feira, setembro 07, 2010

Agarra-te ao ar, crava-lhe as unhas, faz do vento tua âncora. Nunca precisaste de rede, nunca tiveste apoio, que imobilidade é esta que agora te amordaça as mãos?

Pensas que antes houve um tempo em que sabias, mas houve-o de facto? Recordas um passado tão longíquo que quase parece outra vida paralela, talvez um filme que tivesses visto há tanto tanto tempo que os pormenores soam desfocados, uma altura de acções... mas e respostas?
havia-as de facto?

Talvez sempre tenha sido assim. Talvez sempre tenha sido nas incertezas que os movimentos se desenharam em redor de pouco mais do que vontades ancoradas no vento. O que tinhas então que agora perdeste? Ou que foi que ganhaste agora que tanto temes perder?

Em alturas de maior lucidez, um sorriso.
Nada disto importa.
Nem as tuas respostas
nem a falta delas
nem o que decides fazer
nem o que não fazes
nem a tua vida
nem nenhum segredo sussurrado
nem nenhuma conversa inacabada
nem nenhum gesto tocado

Como pôde ser? (Foi como foi, deslarga, deslarga, deslarga).
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