quinta-feira, maio 05, 2005

"utilidades" (ou o prometido...

... é devido. Mas acaso vos devo eu alguma coisa àvidos leitores? Àvidos? ehehe. So I wish. (Isto tá mal escrito não tá?). Esta será uma questão interessante, acaso tem responsabilidades para com os seus leitores um blogante? Quer dizer, quem corre por gosto não cansa, especialmente quando corre pelo gosto de correr. Há de facto necessidade de aplausos do público, de mais corredores (ou janelas e salas e afins? que seca que fui!), ou até de alguém a correr atrás tipo "vou-te apanhar"? Por outro lado há uma responsabilidade intrinseca quando se quer manter os leitores, condição essencial para não ficar com um conjunto de "textos mortos" na mão. Quer dizer, suponho que esses também fazem falta, pelo menos eu tenho um dossier cheio deles, mas um blog não procura o silêncio nem o refúgio escondido do mundo, does it? (ah, tenho quase a certeza que este "does it" tá aqui bem. É este ano que passo a inglês!).

Bom, independentemente de tudo, cá vamos nós:
UTILIDADES
Imaginem uma menininha de seus vintes e poucos aninhos chegar atemorizada ao parque da polícia municipal, envergonhada por ter sido apanhada em falta quando nem ela reparara, prestes a defrontar cara a cara uma entidade policial daqueles que metem respeito pela farda, pelo porte, pela arma à cinta, pelo tom autoritário... Bom, conversa para aqui e para ali, afinal o xô guarda até era simpatico apesar de ser bófia. Diz eu, aflita, na procura de justificação para o injustificavel: - "É que não reparei mesmo que ali havia uma garagem! Até pensei que mo tinham roubado!". Seguiu-se então uma divagação monóloga em que o xô guarda fez questão de frisar durante 23 minutos em como eu tinha tido uma sorte do caraças porque esse teria sido o desfecho mais provavel porque todos os dias desaparecem não sei quantos carros desta bela e pacata zona e mais não sei o quê. A conversa foi de tal ordem que por pouco não pernoitei no carro.

Era esta a minha utilidade inútil para os frequentadores desta zona. Suponho que a ignorância é bastante mais confortavel.
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